Obama e o ambiente

Obama nomeou para a sua equipa de energia e do ambiente, personalidades de reconhecido mérito científico e político a nível mundial. Esperemos, pois, boas notícias nestes domínios.

O DN enganou-se?

O Diário de Notícias deve ter-se enganado ou o enganaram. Publicou um texto com a pretensa autoria de Mário Soares. Se não é engano, então deve ser outro senhor. Aquele que foi 1º ministro e presidente da república em Portugal não é, de certeza, o autor dessas palavras. Esperemos o esclarecimento.
Para ler tal artigo, que eu não me importava de ter escrito, clique aqui.
E parece que afinal é verdade. Também está no Expresso.
Incrível! O que faz a crise.

Volta, Dª Branca! Está tudo perdoado.



O tipo até tem um ar simpático...

Bernard Madoff. Este nome não diz nada ao universo do comum dos mortais. Para muitos ricos passou de "mina de ouro" a "estamos tramados!". Os esquemas financeiros em pirâmide são comuns, e Portugal assistiu e sofreu com um dos mais mediáticos de sempre. A Banqueira do Povo, como ficou conhecida a Dª Branca, acabou na prisão. Alguns dos notáveis de então ficaram a arder com umas massas. Mas a ganância não perdoa.
Quantas mais fraudes serão descobertas? Quando chegaremos à conclusão que a economia de mercado é um imenso esquema piramidal, em que o crescimento económico, alimentado por uma crescente população de consumidores e por uma criação de novos produtos para satisfazer necessidades induzidas, tem o fim anunciado. Quando aumenta o número de desempregados e baixa a confiança no futuro, diminui a base de sustentação da pirâmide. Então só se ouve gritar nos mercados: VENDE! VENDE!

Manuel Alegre

Para todos aqueles que pensam que é urgente e oportuno repensar a democracia.
Para aqueles que se sentem de esquerda e que pensam que a esquerda não morreu às mãos do liberalismo económico.
Para os que, filiados em partidos, ainda podem pensar pelas suas cabeças e sentem a sociedade como um espaço solidário e não um "salve-se quem puder".
Para os que ainda pensam o discurso político como uma proposta de solução e não um exercício da demagogia e do "politicamente correcto".
Para todos esses recomendo a leitura do discurso de Manuel Alegre no forum "das esquerdas" do qual aqui vai uma passagem na SIC Notícias, que o transmitiu em directo e na íntegra.
Mais no Público.



I miss those days,
when we used to fly kites.
Like kids,
in a different world


Pinhal de eucaliptos


Em miúdo, uma amiga da família que nos acompanhava nos passeios pelo campo, costumava dizer, deleitada pela beleza dos eucaliptais;
"que lindo pinhal de eucaliptos"
.









Sou completamente a favor que exista uma instituição que defenda os direitos de pessoas que decidam viver em comunhão de habitação e economia baseadas em relações afectivas (com ou sem relações sexuais/amorosas) independentemente do seu sexo ou número. Assim, e à semelhança do que já acontece noutros países da Europa, a união de homossexuais, o casamento poligâmico e qualquer outra situação em que pessoas adultas formem um núcleo familiar (tios(as) + sobrinhos(as), pais + filhos, irmãos, primos, outros) devem ter acesso, se o desejarem, a uma instituição que consagre os direitos e os deveres sociais, análogos aos do casamento, quando aplicáveis. Obviamente, quem consultar o que a lei define para o Casamento, rapidamente constata que há itens que não se aplicam as outras uniões. O caracter reprodutivo (potencial) (sexual) do Casamento obriga a que sejam consagrados direitos e deveres referentes à prole.
Dito isto, entende-se que a instituição "Casamento" não se aplica a estas uniões, que podem ser de facto. A recente luta dos homossexuais para que esta instituição acolha a sua união parece-me, pois, descabida e carente de argumentos válidos.
O argumento mais esgrimido é o da descriminação em função da orientação sexual. Não é verdadeiro. Milhares de homossexuais casaram e/não/ou continuam casados, tiveram e terão filhos, manterão, ou não, relações sexuais dentro e fora do casamento. Nunca foram alvo de descriminação por isso.
Tenho ouvido também argumentos que, baseados na normalidade biológica, observando o mundo animal, pretendem defender a homossexualidade humana. Na verdade, a prática de relações sexuais entre indivíduos do mesmo sexo é frequente e comum. Normalmente ocorrem quando comunidades do mesmo sexo ficam privadas do contacto com o sexo oposto, por motivos exógenos ou sociais. Muitos animais baseiam a sua vida sexual em harens, em que apenas o macho dominante tem acesso às fêmeas, deixando os machos mais novos de fora do jogo numa fase em que o seu ciclo hormonal está no auge. No entanto a manutenção de relações homossexuais estáveis no mundo animal, é raríssima. Aliás, a monogamia no reino animal é, já por si, rara.
A história humana e a observação das comunidades primitivas mostram também que a homossexualidade sempre esteve presente. Quase sempre tolerada e até institucionalizada, muitas vezes reprimida, mas muito raramente consagrada como algo semelhante ao casamento.
Já a poligamia tem uma representação histórica, institucional e biológica completamente diferente. As vantagens da poligamia em determinados contextos humanos e animais são determinantes para os cuidados com a prole e detém um potencial reprodutivo superior. Além disso continua a ser o suporte social de muitas comunidades. No mundo ocidental tem sido reprimida e criminalizada contrariando e descriminando aqueles que, oriundos de outras culturas e religiões, a praticam.
O alargamento da instituição "Casamento" a qualquer situação que não seja a união de dois indivíduos de sexo diferente,(com potencial reprodutivo ou não), será um erro social, jurídico e semântico. E talvez tenha sido, também, um erro estratégico dos que querem um estatuto mais justo para as suas uniões.
Ao contrário do que tenho visto defendido pela comunidade gay, alterar o conceito de Casamento vem colidir com direitos daqueles que adoptaram essa instituição para consagrarem a sua união.
Mas não devemos esquecer ou preterir outros que, vivendo em regime de partilha de economia e afecto, vêem as suas vidas dificultadas na hora da doença e da morte do companheiro, quando lhes são negados direitos de assistência e herança em favor de quem nunca os acompanhou ou amou.
Desejável será a criação de uma instituição que albergue e defenda as aspirações de outros modelos familiares, se existirem, na sociedade, grupos suficientemente numerosos com esses perfis e forem pacificamente tolerados. O nome, embora pareça menos importante, deve ser adequado e definir o objecto a que se aplica. O conceito de "união de facto" tal como o considera a lei portuguesa não é suficientemente abrangente. "União estável", adoptada no Brasil para a união de facto, poderia ser uma designação adequada desde que alargado o seu conteúdo.
Alargar o Casamento ao Casamento homosexual será criar um "Pinhal de Eucaliptos".

Para ver o programa da SIC "Aqui e agora"

Como eleger um candidato improvável



Desculpem ser em inglês. Não me deixaram usar a versão traduzida e transmitida pela Sic Notícias. Uma tarde inteira em upload e, nada...
Mas é muito esclarecedora esta entrevista. Esperemos o resultado...
Watch CBS Videos Online

Mais uma vez, a economia...



Prometi não voltar a este assunto. E alguém acreditou?


Mas esta entrevista da BBC com uma das estrelas do Goldman Sachs (mais um banco em apuros), parece-me fundamental.
Quase se assemelha a uma outra que publiquei, mas com dois excelentes cómicos britânicos. A realidade supera a comédia. Não tem graça nenhuma mas só nos resta rir. Para quê chorar!?

Veja a entrevista no site da BBC- clique aqui
Para ver qual a recompensa para tais especialistas clique aqui

It's the economy, stupid! 3º episódio

video
Original da CBS News, transmitido pela Sic Notícias no programa "60 minutos"

Palavras para quê!?

Nem volto mais a este assunto!