Até fiquei doente!

Como costumo dizer; isto vai no bom caminho...
Sigam o link e vejam alguns dados assustadores. Há quem diga que é o progresso...

Did you know?

Deficiente!? E então? (So what?)

Há exemplos de vida notáveis. Para aqueles que se queixam das suas limitações, aqui vos deixo um. Michel Petrucciani. Nasceu com uma doença degenerativa que lhe travou o crescimento e, decerto, seria mais um dos que arrastam a sua deficiência, não fora provir de uma família de músicos. Começou a tocar piano aos 4 anos e a música (essa milagreira) salvou-lhe a vida. Morreu em 1999, com 36 anos, de uma infecção pulmonar.
Nada mais a propósito que "So What" de Miles Davis.




Anthony Jackson : baixo eléctrico
Steve Gadd : bateria

Biografia
Documentário

Santos de casa




D. Nuno Alvares Pereira, general, guerreiro, herói nacional, beato e salvador da Pátria foi agora, após muitos anos de reflexão, considerado santo pelo Vaticano.
Decerto que, pelas muitas almas castelhanas que despachou para o Além, lhe é merecido tal lugar na vetusta instituição. Quem é capaz de não achar muita piada são noestros hermanos. Ou talvez achem, pois assim livraram-se de nos ter dentro das suas fronteiras.
Sei que posso ferir muitas sensibilidades com as várias observações que aqui tenho feito visando a Igreja ou, melhor dizendo, a sua maior autoridade residente no Vaticano. Devo esclarecer que respeito a fé dos que a têm. E respeito a obra social da Igreja, nas suas mais numerosas vertentes, bem como as muitas pessoas que nelas colaboram, colectiva ou individualmente. Tanto mais respeito essa dádiva de tantos, para o bem dos mais desprotegidos, quanto lamento não ter despojamento pessoal nem fé para tal.
Desculpem, mas são factos como este que me fazem rever a minha noção de Santo e dizer que não acredito na fé de Bispos e Cardeais.
Diabos me levem!

Liberdade

Hoje celebra-se a liberdade! Para tal, quero deixar uma humilde colaboração.
Uma deliciosa curta metragem de animação, que me foi facultada por mão amiga, e que vou partilhar neste forum. Conta-nos uma história de liberdade e de amor. Dois conceitos que raramente se ligam. No entanto só há amor com liberdade.



Amigos! Fujam do vosso aquário! Há lá fora um mar de oportunidades...

Deixai vir a mim as criancinhas....

Parece que alguns ministros da igreja católica, a coberto de uma política de secretismo do Vaticano, deram outro sentido à bíblica frase de Cristo. Um excelente e inquietante documentário, apresentado na Odisseia recentemente, mas que voltará a ser repetido, põe a nu uma situação revoltante e inaceitável de mais uma atitude do Vaticano e deste Papa, face à sociedade. Transversalmente e em todos os países onde a igreja católica está implementada, Europa, EUA, América latina, vieram a público denúncias de abusos sexuais de padres sobre menores. O fenómeno não é particular a estes padres. Em todas as instituições em que crianças são entregues ao cuidado de homens e mulheres, ocorrem abusos deste tipo. Colégios, reformatórios, centros de acolhimento e as próprias famílias são palco deste fenómeno, o que nos leva a reflectir se ele, encarado como um desvio sexual ou uma sociopatia, não revela uma tendência arcaica, antes tolerada pelas sociedades. O que se torna absolutamente intolerável é que uma instituição, que se assume como guardiã dos valores morais, oculte, obstrua o processo judicial e ignore os direitos das vítimas, com a única intenção de preservar a sua imagem. Talvez não fosse má ideia em vez de forçar os padres ao celibato, forçá-los ao matrimónio. Muitos dos que abraçaram o sacerdócio talvez não o tivessem feito se tal medida fosse instituída. Ou talvez eu esteja enganado e o fenómeno seja muito mais complexo.

Aqui vos deixo um extracto desse doc passado na Odisseia e prometo informar da sua futura apresentação.


Que pensará o Papa ?

Don José Policarpo surpreende-nos de novo. Ou talvez não...
Mas que pensará o Papa das suas afirmações. Será que finalmente a Igreja Católica vai rever o Génesis?
Alguns órgãos da igreja têm agitado as águas e mesmo membros do Vaticano, mas o Papa manteve-se silencioso.

A HUMANIDADE NÃO É UMA ILHA!

Um amigo que, como eu, está atento ao que se passa neste mundo em que vivemos enviou-me este vídeo, intitulado “A Humanidade não é uma Ilha”, que venceu o Festival de Curtas Metragens (Tropfest) no ano passado e que foi totalmente filmado com um telemóvel. Este facto também retrata o mundo actual, onde em cada casa existem vários telemóveis mas no qual vivem muitos milhares de pessoas que nem casa têm. Mas adiante. O autor aproveitou o telemóvel para fixar momentos da vida em duas cidades, Nova York e Sidney, ao mesmo tempo que utilizando as palavras retiradas de cartazes, anúncios, montras e tudo aquilo que embeleza – dizem – as nossas cidades, nos conta uma história pungente mas verídica de como vivemos a cidade. Será que a amamos? Mas até que ponto? Amamos apenas lugares mas passamos ao largo dos que mais necessitariam que os amássemos? Os nossos olhos não vêem o que se passa a cada esquina. Não vêem o mais importante que são as pessoas que sofrem, que nem se escondem porque não têm teto que os abrigue. Nem reparamos nos seus olhos que nos poderiam dizer tanta coisa. E de facto alguns desses olhos falam. Bastaria olhar. Passeamos numa cidade onde voam corações em balão, mas não vamos ao encontro dos corações dos que sofrem às vezes mesmo em silêncio. E infelizmente é este o retrato, não só de Nova York ou de Sydney mas de muitas cidades por onde passeamos. Até quando continuaremos a permitir que aconteça tanta miséria e sofrimento? Até quando cidadãos e governantes vão continuar a ficar indiferentes ao que se passa à sua volta? Quando aprenderemos a ser verdadeiramente humanos no pleno significado da palavra? Veja o filme com um admirável fundo musical que parece ilustrar o sofrimento dos que vivem isolados de uma vida digna a que deviam ter direito. A Humanidade não é uma Ilha! Além disso, o filme é uma obra-prima.

video

O segredo vai acabar? Duvido!





Por mão amiga chegou-me um blogue interessantíssimo que não quero deixar de partilhar.
Dos muitos artigos destaco um sobre o paraíso da banca suíça que tantos facínoras tem abrigado. Será que a crise vai obrigar esta vetusta instituição a falir? Se tal acontecer: Bendita Crise!

O Montado



O montado é uma das riquezas mais importantes de Portugal. Protegido legalmente mas, mesmo assim, ameaçado por outros interesses, continua a resistir enquanto for economicamente rentável.
Aqui vos deixo uma recomendação para aquele que, decerto, é o melhor documentário sobre vida selvagem em Portugal. Produzido pela BBC, claro. Só esse gigante tem os meios, a experiência e as equipas para fazer o que aqui podem apreciar. Claro que, de uma forma mais modesta, muito se poderia produzir internamente. Temos bons profissionais e meios para isso. Mas as televisões preferem comprar, a patrocinar a prata da casa. Muitos desses profissionais estão na "prateleira" da televisão estatal numa lógica sinistra de compadrio, política e estratégia de mercado. Até o provedor do telespectador já aconselhou a passagem de documentários em horário nobre e, ainda recentemente, o êxito da excelente série de Joaquim Furtado, sobre a guerra do ultramar vem demonstrar isso mesmo.


Documentário: "Forest in a Bottle" from EcoLogicalCork.com on Vimeo.



Entrevista com o produtor do documentário:


Reportagem de apresentação do documentário "Cork: Forest in a Bottle" from EcoLogicalCork.com on Vimeo.

Aprender com a História - Lei Seca




É de uma guerra que se trata. Uma guerra que produz mais vítimas que todas as outras juntas. Mata jovens e velhos. Mata-os directa e indirectamente. Enche as prisões de todo o mundo de pequenos traficantes e consumidores. De milhares de pessoas arrastadas para a criminalidade pela via do tráfico de droga e do consumo.
Consome recursos exorbitantes sem que haja uma diminuição do problema; muito pelo contrario. As quantidades de drogas duras e haxixe apreendidas, que são uma pequena parte do que chega ao mercado, são cada vez maiores. É uma guerra que nos custa, a todos, milhões e da qual nunca poderemos sair vitoriosos.
Mas há quem ganhe! Claro que os mesmos de sempre. Os Al Capone dos grandes carteis. Nos países produtores e nos consumidores. Os barões que acumulam grandes fortunas, capazes de corromper polícias, juizes e políticos muito para além das nossas mais selvagens suspeitas.
Não sou muito adepto da ideia que a história se repete mas, neste caso, é mesmo o homem que se repete. Sistema conveniente a muitos e degradante para a sociedade que só encontra paralelo na famosa "lei seca" americana, que hoje consideramos ridícula mas que, de diferente da conjuntura actual, só tem a universalidade. Por todo o mundo se repete o mesmo drama para benefício da mesma gente.
Muitos já compreenderam que proibir só aumenta o problema, que é tão velho quanto a humanidade. Desde sempre que o homem consome drogas que lhe alteram o estado de consciência. Proíbi-las só as torna escassas e caras e introduz, na sociedade, uma economia clandestina e corruptora cujas vítimas (doentes de toxicodependência) não são enviados para tratamento mas sim para as prisões, onde ingressam no mundo do crime que, assim se auto alimenta. Cria uma dinâmica de mercado intensificando a procura de clientes, principalmente jovens que, doutro modo, nunca seriam aliciados para o consumo. O carácter clandestino do acto de consumir torna-o mais apetecível ao espírito rebelde da juventude.
Por cá é quase uma blasfémia advogar a liberalização das drogas (duras ou leves). Uma legião de boas almas que, mediaticamente, se empenham na "Luta contra a Droga" servem, na maior parte dos casos de forma inconsciente (penso eu) os cartéis que tanto dizem combater. Mais proibição. Mais repressão policial. Maior preço, maior lucro.
Lá fora o problema começa a ser encarado de uma forma diferente. A crise faz com que se olhe para os milhões gastos nesta guerra sem sucesso, como um desperdício.
Na puritana América, juízes , políticos, agentes de saúde e até polícias começam a tirar lições da história. Um crescente movimento pela liberalização, com algumas regras, começa a surgir onde menos seria de esperar.
Claro que a opinião pública está intoxicada por anos de campanhas "Contra a Droga". Será necessário mudar. A ocasião é propícia. Se começar nos EUA será insustentável manter esta política de "Lei Cega". Os interesses instalados não vão abrir mão, facilmente, de um ambiente tão propício. Só a economia levará os Estados a tal acção. Feitas as contas à enorme poupança de recursos no sistema prisional, policial e judicial, mais a colecta de impostos que os governos arrecadariam se administrassem uma rede de distribuição e venda legais, chega-se à conclusão que o caminho é inevitável. Só mesmo uma corrupção generalizada ou uma desinformação o poderá evitar.
Tudo indica, também, que o consumo desceria brutalmente. Sem uma pressão de mercado, apenas os actuais doentes de toxicodependência (que, como tal, deveriam ser tratados) e os curiosos de primeira viagem ou aqueles que procuram já nos fármacos, um alívio para a "realidade insustentável" poderiam ser clientes do sistema legal.
Só o facto de ver as escolas livres de traficantes, valeria a pena.

Pela liberalização das drogas na GB