Palavras para quê!?(2)

Pela mão do meu filho André conheci Anna Maria Jopek; cantora polaca que é um espectáculo para os sentidos. Todos...
Acompanhada por Pat Metheny em Varsóvia.


Se gostou tem mais 14 vídeos à disposição...e um fim de semana à frente...

Conservação da Natureza no Brasil

O Pantanal, região protegida e património mundial, está ameaçada pelas forças do costume: demanda de energia e apetite pelo lucro.
Percam algum tempo ouvindo uma voz brasileira, que infelizmente, poderia ser de qualquer outra região do mundo.

Música para rir...

Humor e música é uma combinação muito polémica. Para a maioria dos melómanos é uma blasfémia; um disparate pegado...
Para mim, que sou capaz de rir até de mim próprio, acho este exemplo, delicioso.
Não deixem de ver outros vídeos da mesma dupla no YouYube. Se não forem melómanos, claro!

Palavras para quê!?

Edvard Grieg, compositor norueguês, é um dos meus preferidos, ou não fosse eu um incorrigível romântico.
Ouçam e vejam esta maravilhosa interpretação da soprano Kerstin Avemo e, ao piano, Johan Ullén. O canal Mezzo, no seu melhor.



Mas se quiser ver as palavras de Ibsen traduzidas para inglês clique aqui

Alegre.




Tenho acompanhado, com interesse, a saga "Manuel Alegre". É um homem que, embora mais velho que eu 10 anos, considero da minha geração. Talvez por ter sido uma referência de revolta, quando da minha passagem pela guerra colonial, na Guiné. Nessa altura a minha consciência política era nula, ou quase. Não gostava do regime e, sobre tudo, não gostava da guerra para onde tinha sido degredado. Algumas figuras fizeram-me crescer, bem como a minha vivência desse período, que gostaria de ter evitado. No entanto, a minha visão do mundo e do Homem, teria ficado incompleta sem ele. Também a poesia de tantos, Alegre entre eles, me ajudaram a entender e a sentir melhor o que vivia.
Sempre acreditei que a sua personalidade não era compatível com compadrio, com estratégias politiqueiras, com o tão bafiento "politicamente correcto". Uma velha árvore no meio de mato rasteiro. Nunca o imaginei com desejo de poder, pelo poder. Achei que a sua candidatura à presidência era um acto de cidadania. Continuo a pensar nele como um homem de esquerda moderada, se é que isso ainda significa alguma coisa.
Dito isto, esperava dele aquilo que aconteceu. Num momento em que o país está mergulhado na mais profunda crise da era moderna. Com uma crise mundial, económica e ideológica, sem fim à vista, tudo o que menos convém é o aparecimento de mais um partido. Só iria enfraquecer a esquerda e, embora cada vez mais socialistas não se revejam em Sócrates, não se perfilam alternativas credíveis. Se acreditamos nesta democracia, devemos deixar que o povo se manifeste nesta conjuntura partidária. Se o equilíbrio se alterar, então sim; quem não está bem, dentro do partido socialista, que se organize. A atitude de Alegre revela sentido de estado, ponderação e seriedade política.
No entanto, os comentários dos analistas políticos de serviço (agora designados politólogos), antes e depois de Alegre falar, deixam-me perplexo. As observações que ouvi antes, dividiam-se entre duas hipóteses: sair do PS, para formar novo partido, ou aceitar o convite de Sócrates para integrar as listas de deputados. Alguns até viam Alegre no BE, como se rã comesse sapos.
Falharam todos. Mas não desarmam. Minutos depois de Alegre falar já justificavam o seu procedimento (previsto) como uma estratégia futura das próximas presidenciais, negociada, claro. E logo vozes do PS confirmaram que essa porta estaria aberta. Enfim, o circo mediático, vai ajustando o espectáculo para não perder o público.
Eu sei que é ingenuidade minha, mas creio que tanta clarividência dará futuros governantes, mais capazes e mais acreditados pelo cidadão.
Fico à espera de ver se Manuel Alegre lhes dará razão e acabará com mais uma referência da minha juventude, como já aconteceu com outros. Talvez este país esteja mesmo à beira de uma seca.

Buraco Negro

Encontrei, durante uma operação de limpeza dos meus arquivos, uma curta metragem, magnifica, que acho que é o paradigma da actuação dos operadores financeiros que levou a esta crise. Está no YouTube e já leva 4,5 milhões de visionamentos. O mais certo é toda a gente já ter visto, mas gostava de o apresentar com esta perspectiva.

Round Midnight


Round Midnight : Thelonious Monk

Bill Evans: piano
Eddie Gomez: baixo
Marty Morell: bateria

Suécia, 20 de Fevereiro de 1970

Uma nova cor para a música da surpresa



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Um bom exemplo...

A descentralização da produção de energia é uma estratégia que me é muito cara.
Por razões ecológicas, ambientais e económicas, as pequenas comunidades, muito abundantes em Portugal, poderiam ser autónomas, ou quase, no que respeita à produção de energia. Recorrendo aos vários processos de aproveitamento de energias renováveis, combinados, conforme as potencialidades da região, e em comunidades isoladas geograficamente, como tantas existem no interior do país, poderiam ser auto suficientes na produção de energia eléctrica.
A economia de recursos, pela diminuição das perdas de transporte de energia, aliada à produção limpa de electricidade e livre do consumo de combustíveis fosseis, parecem vantagens de monta.
Claro que a EDP e REN não acham piada nenhuma...
Vem da Áustria um bom exemplo.

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Agora é que é o FIM!

Nuvens negras sobre a Costa Maravilhosa.

Talvez aqui esteja a resposta para as minhas preocupações, expressas no post Conservação da Natureza. Afinal o Governo está atento. Vai acabar, de vez, com a paisagem selvagem do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Vai ficar tudo muito arranjadinho.
Vem aí o Polis para a Costa Vicentina. Quem me dera ter fé para gritar: Valha-me Deus!!!

O Rei vai nú!

Ouvir aquilo que já suspeitávamos, mas da boca de um prémio Nobel, é sempre uma experiência reconfortante.
Joseph Stiglitz, prémio Nobel da economia em 2001, passou por Lisboa e fez uma palestra e deu várias entrevistas. Aqui apresento parte de uma dessas entrevistas à RTP. Basicamente diz o que já se sabia. Os bancos centrais e as entidades reguladoras falharam na sua missão, não porque sejam estúpidos os seus responsáveis, mas sim porque comem todos da mesma manjedoura.
Por alguma razão se assiste, em todo o Mundo, a um aumento do abismo entre ricos e pobres. Quase já se pode definir "pobre" como aquele que vive do seu salário ou que nem salário tem. Aliciados por uma sociedade de aparências, com permanentes incitamentos ao endividamento, os trabalhadores por conta de outrem, vêem a sua conta bancária abaixo de zero ao fim de cada mês.
E ainda me dizem que não faz mais sentido a luta de classes!?
Volta Marx! Estás perdoado!


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Já agora podem ouvir Xutos e Pontapés

Conservação da Natureza

É consensual, em quase todos os quadrantes da opinião pública, que devem ser feitos esforços para preservar o património natural de algumas regiões que, pela sua particular riqueza paisagística, pela sua biodiversidade e/ou pelas características únicas da fauna ou flora, deverão ser objecto de um estatuto que limite a sua utilização.
Em regiões que ainda não sofreram grande impacto da actividade humana ou que, apesar de disso, devem ser exclusivas da vida natural, todos concordamos que devemos tirar o homem da equação.
Mas, frequentemente, os homens que são retirados não ficam lá muito de acordo. Quem tem a posse das terras, mesmo que não as utilize, quem vive da agricultura ou pecuária ou de outras actividades nessas regiões vê, com preocupação, os seus direitos diminuídos. Tal situação é tão comum no nosso país que, quem está fora dela não a questiona. É para o bem do país e do mundo. Quem se atreve a questioná-lo?
No entanto, essas limitações, que visam deixar parados no tempo esses territórios, vem, frequentemente, beneficiar outros, que não os indígenas.
Atraídos por uma crescente apetência pelo ecoturísmo, pelos desportos radicais ou, simplesmente, pela quimera de ter uma casa no campo, legiões de investidores lutam por um lugar ao sol, pressionando os poderes, local e central. Com a esfarrapada desculpa da criação de postos de trabalho ou da entrada de divisas. Usando de todos os meios para seduzir autarcas e governantes, lá vão conseguindo ver os seus projectos aprovados, usufruindo da paisagem que outros tiveram que abandonar.
Sem qualquer direito a serem compensados, continuando a pagar impostos pelo seu património e impedidos pelo mercado de os transaccionarem, vêem, mais tarde, serem levantadas as restrições que os mantiveram reféns.
Tal política não serve a conservação da natureza, pois põe as populações contra. Não serve a continuação de uma acção de preservação pois, como o estado não investiu na expropriação dessas terras, facilmente abandona áreas conservadas; basta que mude o governo. Não serve, porque torna fácil criar zonas de protecção sem um adequado estudo científico dado que, para tal, o estado não tem que despender verba.
A aquisição, mesmo que a um valor baixo, das zonas a proteger tem a vantagem de ser melhor aceite e, por outro lado, de perpetuar a preservação da natureza nessas regiões. Para tal, também muito contribuiria o alargamento dos perímetros urbanos, já existentes, para atrair população e actividades económicas relacionadas com o turismo.
Sem politicas apropriadas e sem uma educação e esclarecimento da população. Sem que os habitantes das áreas protegidas sintam que fazem parte da equação, os Parques Naturais serão sempre e a prazo, uma fonte de conflitos.
Ilustrando este tema, aqui vos deixo, com o intuito de cativar a vossa sensibilidade, um documento audiovisual sobre o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, onde estes problemas tem vindo a ganhar notoriedade.

Sudoeste from Eurico Moura on Vimeo.

ECOLOGIA E BIOÉTICA

O meu grande amigo Eurico afirma que quase ia ficando doente com o vídeo que está na mensagem anterior. De facto, para quem já o viu, nota-se que o aumento da actividade humana tende a aumentar em termos exponenciais. Mas talvez seja bom pensarmos que este acontecimento não é único. Sempre aconteceu, à medida que a(s) civilização(ões) progrediu. A ciência, pelo seu lado bom, ajuda-se a si própria, avança, torna as coisas mais complicadas mas ao mesmo tempo mais simples e tudo no mundo aumenta, tanto os benefícios como os perigos. Já Einstein se arrependera de ter estado no início da descoberta da energia nuclear ao ver o que aconteceu com o seu emprego em Hiroxima e Nagasaki. É verdade que as estatísticas nos dizem que com as tendências actuais (e isso é apontado no referido vídeo) a humanidade se encontrará em situação muito difícil - e até já o está de certa maneira - daqui a umas simples décadas. Isto embora seja voz comum dizer que as estatísticas valem o que valem. Mas se valerem, que havemos de fazer? Ficar doentes não adianta. O que se tem que fazer, na minha modesta e lonjeva opinião, é viver ecológicamente e de acordo com a bioética, isto é, respeitar a Natureza que nos rodeia, não consumir mais do que o necessário os recursos naturais pois deitamos muitas vezes para o lixo o excesso que não utilizamos, respeitarmo-nos mutuamente e considerarmos o outro como nosso Irmão nesta Nave maravilhosa (ainda) que habitamos. Mas isto vai longo e voltarei ao tema.