Notável e humilde...

Outra razão por que não voto. Vejam só o que nos espera...
Deve ser a esta gente que se refere Medina Carreira. E do outro lado não estão melhor servidos. Mentem e desmentem sem vergonha na cara.

Palavras para quê!? Fala Medina Carreira...

Medina Carreira fala da economia portuguesa. Dispenso de comentar. Que cada um deduza o que lhe aprouver. Só posso concordar com o diagnóstico...



Tenham um bom fim de semana, se puderem...

Maioria absoluta



Se há coisa que me põe os cabelos em pé é ouvir os nossos dirigentes políticos pedirem aos eleitores a maioria absoluta ou, mais modestamente, a maioria. Este arrepio não se prende só com o facto de declararem que, sem uma maioria absoluta no parlamento, o país fica ingovernável. Embora tal conceito ponha em causa o sistema democrático consagrado na constituição, compreendo-o, dado que a disciplina partidária anula o sistema parlamentar. O que me incomoda é o pedido ser feito aos eleitores. Se pedissem ao Pai Natal, ou ao Todo Poderoso, ainda entendia, mas como pode o eleitor votar nisso? O eleitor vota em partidos e só pode usar um voto. No boletim de voto não figura a opção "Maioria" nem é possível votar muitas vezes no mesmo partido. Se tal fosse possível, então sim; votaria no meu partido as vezes que eu achasse necessário para que ele tivesse a maioria. Claro que tal aconteceria com os eleitores dos outros partidos não garantindo assim uma maioria mas, pelo menos, tentaríamos.
Tão absurdo é também a declaração antecipada de coligações futuras ( para depois dos resultados). Se acham que partilham dos mesmos objectivos políticos devem concorrer em coligação e não usarem os votos contra si como se fossem a favor.
Por estas e por outras é que eu não voto!

Luta contra a droga?



Já escrevi sobre este tema, mas nunca é demais, pois o submundo do tráfico de droga está intimamente ligado com a alta finança que usa os offshores para lavar os incomensuráveis lucros de tal negócio.
Cegamente, os governos gastam milhões num combate inútil. Põe atrás de grades milhões de pequenos traficantes e, por debaixo do pano, negoceiam com altas patentes dos carteis.
Estima-se que só no Afeganistão o negócio envolva 4,5 biliões de dólares por ano, que financiam as guerras dos talibãs e fazem a vida negra aos efectivos militares americanos e outros presentes nesse teatro de guerra.
Nos EUA, movimentos de polícias, advogados e juízes, clamam pelo fim da proibição das drogas e para que o estado assuma o controle do comércio e consumo. A semelhança desta situação e da "lei seca" é evidente. Obviamente que o fim deste negócio não interessa a muitos e por isso ele se mantém, e a "guerra" que lhe é movida vai fazendo os seus generais e as suas vítimas.
Veja como uma dessas associações de anti proibicionistas argumenta

HOME - O MUNDO É A NOSSA CASA


A recente apresentação no dia Mundial do Ambiente em várias salas de cinema e na RTP de um filme que tem ao mesmo tempo algo de trágico, pois estamos a esgotar o que a Natureza nos ofereceu ao longo de quase 4 mil milhões de anos e também de maravilhoso por nos mostrar a magia de um mundo que está mesmo à frente dos nossos olhos, onde ainda existem florestas, lagos e mares que connosco fazem parte da mesma família, leva-me curiosamente a recordar o que se passou há algumas décadas atrás e a acções em que tomei parte. Estou a referir-me ao excelente documentário “Home – O Mundo é a nossa casa”. Aconselhamos vivamente que o vejam - e ainda podem fazê-lo - para terem a consciência exacta das destruições que temos andado a fazer, extraindo e gastando mais do que devíamos neste planeta onde nós somos apenas uma pequeníssima parte de uma cadeia interminável de seres vivos com direito a permanecerem juntos e agora quase à beira de um colapso total. Mas o filme termina com uma mensagem de esperança, para não nos deixarmos levar pelo pessimismo, afirmando que ainda estamos a tempo de fazer alguma coisa para inverter a situação.

Regressando então a algumas décadas atrás, nos anos sessenta e setenta, eu realizei durante todo esse tempo na Rádio Nacional, antes e depois do 25 de Abril, um programa intitulado “Terra Viva – Planeta Azul” (relembrando a frase de Amstrong ao viajar pela primeira vez para o nosso satélite "Vista do Espaço … a Terra é Azul"). Curiosamente chegou também a usar o título de “O Mundo é a nossa casa”. Ou ambos, o autor do filme e eu, plagiámos essa frase de qualquer lado ou a falta de originalidade é muita. Mas de facto, assim é: o mundo é a nossa casa. E talvez a célebre carta do Chefe Índio aos homens brancos que no continente americano tinham destruído as suas terras e posto em perigo as populações autóctones, nos tenha inspirado essa frase pois ele também dizia que a terra não é pertença de ninguém e ninguém tem o direito de a destruir pois ela deve ser conservada para as futuras gerações. Mas nesse programa, há quarenta anos atrás, já eu e muitos dos meus colaboradores e convidados chamávamos a atenção para a destruição que estava a ser feita de animais, plantas e seus habitats, do caminho para esgotar os recursos naturais e que tudo isso teria efeitos nocivos na existência do Homem. No entanto, apesar de alguns milhares de ouvintes nos escreverem e felicitarem, incitando-nos a continuar com o programa sempre que eu dizia que ele teria de acabar pois sentia que estava continuadamente a repetir-me, os responsáveis aqui como noutros pontos do globo, até nos chamavam “aqueles maluquinhos que defendíamos a bicharada” e que isso não tinha importância nenhuma. Quem tinha poder de decisão não ligava ao que dizíamos. Suportavam-nos apenas.

Afinal, nós aqui, como muitos outros lutadores pelas causas da conservação da Natureza em vários pontos do globo, tínhamos razão como agora se prova. E nesse tempo, teríamos eventualmente mais facilidade de reverter a situação. Sinto uma certa tristeza por não ter tido a força suficiente para lutar ou convencer quem devia convencer. E é essa tristeza que quero compartilhar. Nem por sombras me vanglorio de ter estado nessa corrente onde nada de positivo fui capaz de fazer. Por ventura não o soube fazer. E voltando ao filme Home que se encontra à venda a preço simbólico de 5 Euros em vários locais mas pode ser visto no Youtube numa versão completa (110 minutos) de alta qualidade, convém assinalar – e repito - que ele é uma mensagem de esperança. Depois de nos mostrar a destruição, ele diz-nos que "é tarde demais para ser pessimista” e que “a solidariedade pode ser mais forte do que todos os egoísmos do mundo”. Existem exemplos a seguir. E se todos quisermos, se as forças que detém o poder o quiserem, “ainda há tempo para mudar”, para salvar este nosso planeta, o único que temos para viver - o mundo - a nossa casa. Façamos dessa luta a nossa causa maior. E repetimos aqui o convite feito: “De que está à espera?”

MILHÕES DE EUROS …. E CRISTIANO RONALDO

Será que este mundo tem juízo? Para onde caminhamos neste desenfrear de gastar milhões de Euros por algo que apenas tem significado por outros tantos milhões que envolvem comparticipações televisivas, publicidade, etc. mas nada tem a ver com o desporto. E a prova é que a própria UEFA já se manifestou para que se revejam estas quantias estrondosas nas transferências de jogadores e nos seus não menos estrondosos salários. O Ronaldo até não é o culpado. Ele é bom naquilo que faz. É mesmo o melhor do mundo. Mas enfim 94 milhões de Euros por uma transferência, creio que a maior alguma vez feita, com a agravante de estarmos a viver uma grande crise financeira, brada aos céus ... ou ao inferno. Sei lá. Não vale a pena entrar em pormenores sobre o que está a circular nos jornais. Tem sido debatido e toda a gente sabe. Mas não posso deixar de erguer aqui também o meu grito de protesto. Tantos milhões de Euros! Com essa quantia era possível construir um Hospital ou 2 Estações de comboio TGV – diz-se em Espanha. Mas há mais.
200 milhões de crianças em todo o mundo trabalham o dia inteiro em condições incríveis para conseguirem o sustento deles e de todo o resto da família, normalmente numerosa.
Mas existem ainda as 5 crianças que morrem regularmente no tempo decorrido desde que principiou a ler este texto vítimas da fome e das doenças. Locais em África e na Ásia onde as ajudas das organizações internacionais não conseguem chegar ou nem sempre com as quantidades necessárias de alimentos. E gastaram-se 94 milhões de Euros, numa passagem de um jogador de um clube para outro. Não há classificação para tal falta de vergonha. Que mundo é este em que vivemos?
E o Ronaldo a ganhar 12 Milhões de Euros por ano ( Só se fala em milhões), 25.000 Euros por dia (5.000 contos)! Mais a publicidade nos mais diversos meios de comunicação! O BES nesta última campanha deu-lhe 2 milhões de Euros! Ele é bom rapaz, é simpático, diz que só lhe interessa ganhar mais taças, ganhar mais jogos, futebol e mais futebol. Mas com os seus 24 anos, se abrir bem o seu bom coração (que fisicamente deve estar bem, claro) talvez devesse olhar um pouco à sua volta, fora dos estádios e das boites que frequenta, ver as dificuldades que grassam pelo mundo e fazer algo de bem pelos que precisam de ajuda. Estou tentado a escrever-lhe e talvez o faça.
Um ou dois dos seus carros não lhe faziam falta e o dinheiro que deu por eles seria certamente muito melhor aplicado em ajudar quem precisa. Pelas crianças ao menos, por aquelas que nem sabem que ele existe mas passariam talvez a saber por outros motivos bem mais nobres do que leva outras a ambicionarem uma camisola assinada.
Até quando isto vai continuar?

Stacey Kent - É a Primavera

Para alegrar o ambiente, aqui vos deixo mais uma música (sempre aquela companhia...).
Stacey Kent em La Cigale, com uma banda fraquinha. Fica a mensagem de uma primavera quase a virar verão.


Planeta TERRA

Fantástico clip, visto por muitas centenas de milhar mas sempre emocionante...



Belo, não é!? Até quando?

O vice?

Uma interessante reportagem sobre o papel de Joe Biden, vice presidente de Obama.
Se um homem pode fazer a diferença, certamente que dois pode fazer mais...
60 min da CBS News apresentado pela SIC Notícias. Um dos melhores programas de informação da televisão. Pena que não sejam apresentados na SIC online...

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Carvão mineral / Dia mundial do ambiente




As centrais de geração de electricidade são as maiores produtoras de CO2 do mundo. Uma central a carvão produz o dobro duma central a gas natural.
Metade da energia produzida nos EUA provem de centrais a carvão. Na China a situação é ainda pior. Este país, na sua voragem pela energia, que alimenta um crescimento económico ímpar, está a instalar uma central por semana.
As reservas de carvão em ambos os países podem durar para 200 anos!
E estamos a falar só de CO2, mas outros tipos de poluição, talvez não menos grave, sai das chaminés destas centrais. Produtos radioactivos!

UMA CENTRAL TÉRMICA DE CARVÃO PRODUZ PRODUTOS RADIOACTIVOS?

Uma central térmica de carvão que produza 100 MW de energia eléctrica liberta anualmente para a atmosfera cerca de 23 kg de urânio e 46 kg de tório, juntamente com os produtos resultantes do processo de declínio radioactivo destas substâncias como, por exemplo, o radão.

A exposição das populações a estas substâncias pode constituir um risco superior ao que está associado à operação de uma central termonuclear.

Contra isto não há dia do ambiente (ou ano) que aguente.

Veja os videos relacionados na CBS News aqui.

Voar menos!?

Se tem preocupações ambientais, a crise económica nacional lhe tira o sono e não se sente muito confortável num avião, então veja este resumo de um documentário que o canal Odisseia exibiu e que, decerto, voltará a exibir em breve.
Nós podemos fazer a diferença. Basta não voar para ir de férias, durante meia dúzia de dias, para uma qualquer praia nos antípodas, e fazer "férias cá dentro". Favorece a economia nacional, favorece o ambiente e pratica uma das formas mais seguras de evitar um acidente aéreo: não embarcar...
Pode, também, ajudar os nossos vizinhos espanhóis, cujos operadores turísticos estão igualmente em crise profunda. Apesar de tudo. o automóvel não é tão poluente...