Migrações


Filme genial sobre a migração das aves. Não é um documentário puro, pois algumas sequências recorrem a animais nascidos em cativeiro e condicionados, desde a nascença, para seguir o operador de câmera, quer ele se desloque de ultra-leve ou de barco. Doutro modo seria impossível acompanhar e filmar as aves em movimento.
As filmagens realizaram-se em numerosos pontos do globo e duraram vários anos.
Um filme de Jacques Perrin que apela, sobretudo, à emoção que a observação da natureza pode proporcionar. Foi criticado por fornecer pouca informação mas a ideia é mesmo essa: cativar pela emoção e não pelo conhecimento.
Pode ver no Youtube em 8 clips e em 5 de Agosto 2009, às 23h30 na TVC2 nas operadoras por cabo/satélite. Pode comprar o DVD na FNAC ou na Amazon.

Liberdade

Liberdade, essa palavra com tantos significados e tão vazia de significado, afinal.
Aqui está uma comparação de vários conceitos de liberdade política em diversos povos e civilizações com a nossa noção de liberdade em Portugal. Muito interessante...



SIC - Reportagem especial

MEDICINA À PORTUGUESA

O recente caso de 6 pessoas em risco de perderem a visão por lhes ter sido administrado um fármaco no decorrer de uma intervenção cirúrgica no serviço oftalmológico do Hospital Santa Maria de Lisboa que tinha precisamente a finalidade de evitar uma cegueira eminente e repor a normal deixou naturalmente os doentes em estado desesperado. É que, passados dois dias, ficaram alguns completamente cegos e outros com visão mais reduzida do que a que tinham. E todo este caso tem contornos de história mal contada. É que apesar dos serviços terem declarado a total responsabilidade pelas consequências, a perda de visão não é coisa que se possa remediar com uma indemnização, fosse ela de que montante viesse a acontecer. E as palavras proferidas pelos doentes bem o indicavam. O que eles anseiam mesmo é voltar pelo menos ao estado em que estavam. Ao mesmo tempo a opinião pública interroga-se sobre a confiança que podemos ter nos serviços hospitalares. A Roche, empresa que fabrica esse medicamento, informara na devida altura que os estudos não tinham sido feitos para essa finalidade e a Organização Mundial de Saúde não o tinha aprovado para tratamento oftalmológico. Certamente que todos ficámos perplexos ao ouvir o Director Clínico declarar que mesmo que um medicamento não seja indicado para um tratamento específico como era a caso, é lícito, insistiu repetidas vezes, que os médicos o façam pois “é assim que a medicina avança”. Lamentava o sucedido, o Hospital tomava a responsabilidade, mas … “é assim que a medicina avança”. Julgo saber, creio que sabemos todos, que para que os medicamentos sejam utilizados em humanos, depois das primeiras experiências in vitro ou em animais, se contactam voluntários que em troca de alguns benefícios se disponham a fazê-lo, sem conhecerem ainda o resultado. Não conhecemos o teor exacto do documento que estes doentes assinaram nem tal foi divulgado mas certamente não era de que estavam a exercer voluntariado. Seria sim o habitual termo de responsabilidade antes de qualquer intervenção. E o caso não era idêntico. Oxalá que o restabelecimento total, pelo menos em relação à visão anterior, se verifique em breve, dado que no momento em que aqui emito esta opinião apenas se verificam ligeiras melhoras.Portanto, é bom que alguém venha a público garantir que esta medida da Medicina à Portuguesa para que a “medicina avance” venha a ser objecto de uma informação detalhada ao doente dos riscos que está a correr e se está disposto ou não a servir de “cobaia” que é verdadeiramente o termo que tal caso merece.

Em nome de Deus

Sem fim à vista, o conflito Israel-Palestina tem vindo a criar uma situação explosiva em todo o médio-oriente e alimentado um ódio do mundo muçulmano ao ocidente.
Todo o odioso da condição humana alimentado pela religião, está bem descrito no documentário que vos proponho.




6o minutos - SIC Notícias - CBS News

Amor dançado

Romeu e Julieta
Sergei Prokofieff: Suite de Romeu e Julieta
Ballets de Monte-Carlo
Direcção e coreografia:
Jean-Christophe Maillot
Exibido no canal MEZZO


Acto II (pas de deux)



Acto III (pas de deux)

Juventude na Venezuela

Já aqui esteve representada, embora noutro contexto, esta maravilhosa iniciativa levada a cabo na Venezuela. Atesta bem o valor social da música que, como linguagem universal e motor de desenvolvimento intelectual, pode trazer à luz o que, de melhor, tem a condição humana.
Desta feita trago-vos um documentário apresentado no canal MEZZO sobre a Orquestra da Juventude Venezuelana e como esta organização se tem revelado um viveiro de músicos de valor internacional e um projecto social e intelectual invejável.
Se a música lhe interessa, tire 20 min do seu tempo e veja este Doc. na íntegra.
Mais uma vez a juventude e a música me vem dar esperança...


OS MÉDICOS QUE SE CUIDEM ...

Pelas informações que nos chegam diariamente através da Rádio e principalmente da Televisão, os médicos estão em vias de ter que mudar de profissão pois parece que em grande parte das situações estão a deixar de ser necessários. Isto apesar de se dizer – e todos o sentimos – que há falta de médicos principalmente nos Serviços Públicos onde as listas de espera continuam a engrossar. Mas para certas doenças que até são muito vulgares hoje em dia parece que a situação está resolvida. Basta ver como personalidades bem conhecidas (caso do actor Rui de Carvalho e do cantor Marco Paulo) afirmam com grande desplante que para eles o Colesterol deixou de ser preocupação. Tomam um Donacol todos os dias e o colesterol desaparece em 3 semanas. Nada mau. O último até recorda que já esteve muito doente, sujeito a operações delicadas, mas agora está na maior com aquele produtito todos os dias. O Rui, que eu até admiro como grande actor que é e nem precisa, julgo eu, daquele dinheirinho que tal anúncio lhe concedeu, devia ter pensado bem no que estava a fazer. Já o Marco Paulo, enfim...Chega a ser dito que é possível desse modo descer um colesterol de 250 para valores normais. O certo é que devia haver uma legislação que proibisse tais disparates. Ou então - o que seria até melhor - existir um espaço onde as pessoas qualificadas para tal esclarecessem que isso não era verdade. Pois é. Mas então e a publicidade perguntarão. Bastava que se enunciásse apenas o que é verdade. Quais as propriedades eventualmente benéficas. Claro que o Donacol não aumentará o colesterol. E se o tomar em vez de uma outra bebida com algum teor de gordura, é preferível. Mas daí a dar tal informação como uma cura “milagrosa” para algo de que devemos acautelar-nos vai uma grande distância. E nada de seguir os conselhos dos médicos. Até quando esta vergonha será permitida? Eu até amo a liberdade. Mas há limites. É que há liberdades que podem por em perigo a saúde de algumas pessoas. E estes casos são constantes nas emissões televisivas. Este é apenas um exemplo porque há mais.

Um eléctrico chamado desejo



Por todo o mundo os carros movidos a energia eléctrica tem sido aperfeiçoados e utilizados. Recentes melhoramentos nos acumuladores, diminuindo o tamanho e peso, quando comparados com as tradicionais baterias de chumbo, tem levado ao aparecimento de modelos verdadeiramente interessantes.
No entanto, tem-se agravado o equívoco sobre as virtudes da não poluição deste modo de transporte. Os carros eléctricos para uso privado e individual não produzem gazes, nem queimam oxigénio durante o seu funcionamento e são silenciosos. São, por isso, indicados para uso urbano ou em locais fechados onde o seu carácter não poluente é uma mais valia. Mas as suas baterias tem de ser carregadas e aí é que as coisas mudam de aspecto. A energia eléctrica necessária para essa carga é produzida em centrais mais ou menos poluentes. Combustível fóssil (carvão, petróleo, gás natural) tem de ser queimado com as conhecidas consequências. Como essa energia tem de ser transportada por longas distâncias, as perdas de transporte são enormes. A própria relação de carga/débito dos acumuladores é baixa. Assim se conclui que se a mesma quantidade de combustível fosse queimada por um motor de explosão instalado no mesmo veículo, a pegada de carbono seria menor. Localmente, esses transportes não poluem mas, algures, chaminés de uma central eléctrica o farão. Claro que um crescente desenvolvimento das energias renováveis, vem trazer novas vantagens mas com o imenso apetite por energia (que aumentaria pela generalização destes transportes) só será satisfeito pela opção nuclear.
Já os veículos híbridos, em que o carregamento das baterias é feito à custa de energia gerada pelo funcionamento mecânico do veículo, este problema não existe. Reduz-se a quantidade de combustível queimado mas apenas se resolve parte do problema.
Se encararmos o carro eléctrico na perspectiva do transporte colectivo, já o ganho é evidente. Usado em muitas cidades, o velho ou remodelado "eléctrico", quer na versão com carris, quer na de pneumáticos, como transporte de proximidade, é bastante mais ecológico. Pena é que o lisboeta "amarelo" tenha sido progressivamente abandonado.
Começa a ser cada vez mais aceite que a solução realista e que pode, a médio prazo, dispensar o petróleo, o gás natural e o carvão é a combinação das centrais nucleares com fábricas de hidrogénio. As centrais nucleares de nova geração são cada vez mais seguras e capazes de alimentar grandes unidades (instaladas na vizinhança) de produção de hidrogénio que, por sua vez, é o combustível ideal para alimentar todos os transportes, sem custos ambientais.
Razões estratégicas e técnicas tem afastado os grandes produtores de automóveis da produção de motores de explosão a hidrogénio, apostando mais nas "células de hidrogénio" para alimentar motores eléctricos e aí sim: viva o "eléctrico"! No entanto esta solução tem ainda grandes problemas técnicos para resolver.
Mas, mais uma vez, a economia e a política ditarão as suas regras em detrimento da tecnologia. Também aí, o poder dos produtores de petróleo vai falar alto.

O eléctrico amarelo de Lisboa

Foto de Manuela Viola


Schwarzenegger verde

Passou do cinema à política e vai, polemicamente, em defesa do Planeta. Para tal mobiliza, à escala mundial, aliados poderosos para defrontar inimigos igualmente poderosos. Com aquele ar que nós detestamos e que, provavelmente, não o ajuda muito, lá vai defrontando os lobies que tem feito dos USA, o maior poluidor (não pagador)da Terra. Força, exterminador implacável!

Negócio das arábias 2

Que bom sabermos que não nos vai faltar o pitrole. Gastem à vontade que eles agradecem. Não resta dúvidas que o petróleo é uma dádiva de deus.
E até já estão a pensar na produção de gigawatts de electricidade obtidos a partir da energia do sol do deserto.
Mano Gil, não me peças para ser optimista!

Pina Bausch? Quem é?

Se perguntarmos nas ruas de qualquer país civilizado quem foi Pina Bausch, estou certo que a resposta será: não sei ou algo ainda pior. No entanto estamos a falar de uma verdadeira revolucionária da dança. Depois dela o bailado modificou-se de uma forma definitiva. Não só a dita "dança clássica" (que mau termo para este caso) mas de toda a dança.
Morreu Pina Bausch. No entanto o mundo chora Michael Jackson.
Eu sei que a cultura não é levada a sério nem chega à rua em Portugal, nem chega às televisões, onde hoje tudo se joga. Onde estão os programas de MÚSICA e BAILADO? Dança comigo!
O trabalho (estrato de Sagração da Primavera ) de dois verdadeiros marcos da modernidade: Igor Stravinski e Pina Bausch



Felizmente há internet!

Negócio das arábias

Muita gente pergunta para onde vai o nosso dinheiro. Quase tudo, senão tudo aquilo que compramos, tem incluído no seu preço uma parcela de petróleo. Todos nós contribuímos para esse fabuloso negócio.
Que futuro pode ter o nosso planeta quando forças tão poderosas anunciam que há reservas petrolíferas para mais umas décadas.




in 60 minutos, CBS News e SIC Notícias.
Só espero que a SIC e CBS sejam tolerantes comigo...