Mais um Ano. Viva 2010 !!!


Parece que tudo muda, quando muda o ano. Mas afinal a diferença não é assim tão grande.

Avatar - James Cameron

O que sobra para além das 3D e dos efeitos especiais. Uma opinião de Fernando Gabriel 


Trailer do Filme

Mau tempo?

Sem comentários

Obama e a saúde nos USA



Apesar dos maus agoiros, o plano de saúde de Obama, conseguiu a aprovação do Senado.
Uma grande vitória para o Presidente e um grande progresso para o povo americano.
Ver aqui e aqui. Aqui em castelhano

Kind of Blue - 50 anos

Em 1959, Miles Davis e outros, com o álbum Kind of Blue, abriram uma nova janela nesse multicolorido edifício que é a música de jazz.
Aqui fica um apontamento da efeméride. Ver mais em Blue Breve

É Natal, é Natal.....tlim,tlim,tlim

Postal electrónico de Natal realizado no âmbito da cadeira de Projecto
II, do curso de Design da Universidade de Aveiro.



Vou de férias para a santa terrinha

O elogio da mentira

Aprende-se muito com a mentira...
Excelente texto de Maria Estela Guedes em Monografias.com


Eis pois o meu segundo elogio da mentira: aprende-se muito com ela. Habituei-me a verificar todos os factos suspeitos, a usar mapas para ver bem por onde passa o Equador, a consultar livros de Genética, para descobrir que ela exprime a alteração de caracteres dos híbridos através de um código de letras - a, b, x, y, etc. -, significando isto que nomes de espécies com caracteres tipográficos alterados denunciam animais e plantas com os caracteres biológicos alterados. Animais com caracteres biológicos alterados são por exemplo esses cãezinhos de luxo, a que já só falta nascerem com laçarotes na cabeça. Plantas com caracteres alterados são as tulipas negras, azuis ou verdes, e de resto todas as flores dos nossos canteiros. Então, se as gralhas informam sobre o que existe realmente, e o que existe realmente é um mundo totalmente transformado pelo homem, aí está o terceiro motivo para elogiar a ciência: a sua mentira diz a verdade, e di-la de um ponto de vista do criador e não do cientista.

O Diagnóstico de Copenhaga


 NASA

Para quem quiser estar informado, eis o resumo do Diagnóstico das Alterações Climáticas, apresentado na Conferência de Copenhaga, em português. Para documento completo ver aqui.
Não foi conseguido um acordo vinculativo

Não Pensar




Creio no Mundo como num malmequer, 
Porque o vejo. Mas não penso nele 
Porque pensar é não compreender... 
O Mundo não se fez para pensarmos nele 
(Pensar é estar doente dos olhos) 
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo... 
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... 
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, 
Mas porque a amo, e amo-a por isso, 
Porque quem ama nunca sabe o que ama 
Nem sabe porque ama, nem o que é amar... 
Amar é a eterna inocência, 
E a única inocência é não pensar... 
 
(Alberto Caeiro)

Árctico - Imagens de satélite - ESA


Imagem do Árctico, obtida por satélite em Agosto de 2006 mostra uma redução da camada de gelo nunca antes observada.
Mais informação aqui

Portugal a dois tempos




Quem tenha vindo a acompanhar as más notícias sobre o estado da Nação, de que aqui temos feito eco, e tenha assistido ao último Prós e Contras (RTP1), fica com a sensação de que existem dois países diferentes a coabitar neste rectângulo ibérico.
Num, florescem as empresas de sucesso, que se expandem para além fronteiras. Os seus gestores ou CEO'S não se queixam das leis laborais, da justiça que temos, das universidades de onde saem os seus quadros, da política fiscal, nem sequer das dificuldades de financiamento. Nem um queixume sobre as reivindicações sindicais . Para eles não é impossível gerar riqueza neste país.
Noutro, existem também grandes empresas , mas vivem com queixas permanentes. Querem mais facilidade nos despedimentos, uma justiça mais célere, trabalhadores mais bem formados, maiores isenções fiscais. Devem às finanças, à segurança social, aos trabalhadores e aos bancos. Muitas fecham e deixam no desemprego uma multidão de homens e mulheres, por vezes ambos da mesma família, e um sem número de processos de falência e execução fiscal. As estrangeiras, que investiram em Portugal com grandes incentivos fiscais, logísticos e financeiros, fecham de igual modo, para se deslocalizarem para outras paragens, para fazer mais do mesmo, com mais lucro.
Nesse país de vacas magras, onde o desemprego já ultrapassou o meio milhão, e onde milhares de pequenas, médias e minúsculas empresas lutam para sobreviver, o défice externo vai a caminho de atingir os 100% do PIB, pois não há quem produza competitivamente e cada vez mais há quem não consuma o suficiente para gerar receitas fiscais que equilibrem o défice do Estado que, por sua vez, gasta cada vez mais em despesa social e em investimento ruinoso, a médio prazo.
Será que que estes dois mundos podem viver um sem o outro?

Afeganistão - Blindado de milhão contra bomba de tostão

Apesar dos gigantescos recursos, materiais e humanos, empregues contra os insurgentes afegãos, os resultados são fracos, ou talvez não. De facto, apesar do objectivo declarado das forças americanas e de outros países, ser o combate ao terrorismo islâmico, na realidade o que se verifica é a intensificação dos ataques bombistas e da proliferação de centros de treino e combatentes.
Enquanto houver tropas no terreno eles andarão entretidos a colocar armadilhas, mas quando estas se retirarem, por exaustão, milhares de insurgentes ficarão disponíveis para levar o terrorismo e a guerra aos estados vizinhos, particularmente o Paquistão.
Todos sabem que uma guerra de guerrilha não se ganha com exércitos convencionais. Russos, americanos, franceses sabem-no bem. Aqui como no Vietname é uma questão de tempo. Sabem-no os homens no terreno e sabem os generais, assim como sabe o comandante supremo das forças dos USA. No entanto a guerra continuará até o povo americano se cansar de encher os bolsos da indústria de armamento e de tantos outros interessados nesta inutilidade perigosa, e de ver os seus filhos regressarem mortos ou estropiados. Aqui, afinal, a história repete-se.
E nós por cá? Sabemos quanto gastamos com o nosso contingente?



Mais uma valiosa peça de jornalismo da CBS News transmitida pela SIC Notìcias: 60 Minutos a nunca perder.

Qualquer dia vamos todos dentro!

Que Treta!

Árctico - Mar de cobiça

Só para arreliar os cépticos, o Árctico tem aquecido mais, a cada verão que passa. Culpa do homem ou não, a verdade é que novas oportunidades de explorar as riquezas, até agora sob um manto de gelo, irão mudar o estado selvagem desta região. As grandes potências já tomaram posição, nem sempre em consenso.
Aqui deixo em excerto de um belo documentário da BBC em exibição no canal ODISSEIA.

Obama e a Wall Street


 O homem lá vai andando, procurando o caminho das pedras para não molhar muito os pés.
Na conversa semanal, para acalmar a malta, clama para os inúteis da Wall Street: não façam à massa que o governo meteu nos bancos o mesmo que fizeram antes! Manteiga em focinho de cão...de água

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Gastar ou poupar?

Já nem sei que fazer. Tão depressa me dizem para gastar, que assim ajudo a economia, como me aconselham a poupar, que vem aí o tempo das vacas magras.
Se gastar em tecnologia lá vão uns euros para a China, e essa economia não precisa da minha ajuda. Poupar é o que a minha pensão me obriga a fazer, todos os meses. Para mim não há, portanto, um dilema.
Para o mais de meio milhão de portugueses desempregados, também não. Para os que vivem de um salário médio abaixo dos mil euros, não sobra nada, depois de pagarem o essencial.
Como acredito que deve haver alguém com esta dúvida por resolver aqui deixo um artigo do Jornal de Negócios.

Cimeira de Copenhaga - Entrevista a Bjorn Lomborg

Internet e piratas

  Um post que eu subscrevo no Que Treta! Eu não diria melhor...

Arrogância académica

 Mais uma edição do Plano Inclinado. Desta vez sobre o tema, Educação e Ciência.
Apenas quero realçar, e lamentar, mais uma manifestação de arrogância académica por parte de Fátima Bonifácio, ao declarar que o problema do ensino superior está nos alunos. Que não faz sentido avaliar o mérito dos professores universitários, que devem ocupar a cátedra vitalícia e negar aos mais aptos e jovens professores a ascensão na carreira, por falta de vagas. Que as ciências da educação e comunicação não servem de nada ao ensino universitário, pois o que é importante é o conhecimento científico do docente e não a sua aptidão para o transmitir. Enfim, afirmações e confirmações que já são do meu tempo de universidade e que eu pensava que estavam em extinção. Evidentemente que os alunos só atrapalham mas o pior é que o financiamento das universidades depende do número de alunos. Chato!

Obama & Brown

Delicioso!

Paz utópica ;Israel - Palestina

Maestro Daniel Barenboim; música contra a guerra e a descriminação.

Utopias



Assisto, e comparticipo em polémicas sobre a possibilidade de criar uma sociedade mais justa. Ponho a frase no singular, pois na dinâmica global que hoje move o mundo, em que as nacionalidades se dissolvem nas interdependências económicas, sociais e culturais, torna o problema universal.
Os que se posicionam numa lógica de esquerda, agitando velhas bandeiras ou olhando com mais realismo o homem, reconhecendo as suas fragilidades e idiossincrasias, são acusados pelos seus opositores de direita, de serem utópicos. Argumentam com a milenar tendência humana para o domínio do outro, pelas mais diversas formas de força, em que a justiça distributiva dos bens é uma quimera, só desejada pelos desfavorecidos até conseguirem igual estado de riqueza. 
Olhando a história teremos que concordar que pouco se alterou no comportamento humano. Apesar de existirem hoje sociedades que, principalmente no século XX, se organizaram em torno de valores de protecção social e distribuição de riqueza, continuam a ser ilhas num mar de ignomínia generalizada. Mesmo essas economias sociais, prosperaram explorando, no seu exterior, mão d'obra sem as mesmas protecções sociais, matérias primas de países do 3º mundo sob o jugo de ditaduras, e mercados com consumidores menos esclarecidos.
As sociedades que se envolveram na experiência socialista ou comunista, cujos padrões de vida se nivelavam por modéstia espartana, compatível com um nível de produção moderada, sem ambições individuais, foram vítimas do assalto totalitário dos seus líderes, seduzidos por ganância de poder ou riqueza, contrários às ideologias que os criaram. O papel crescente da comunicação social, combatida internamente no início, por esses regimes, foi também determinante para uma progressiva desmobilização das massas, face a uma imagem de progresso e bem estar que vinha desses paraísos de abundância. Primeiro o cinema, depois a televisão por satélite e na última década do século XX, a internet, vieram mostrar uma vida urbana de progresso e bem estar em que a felicidade se atingia com os bens de consumo disponíveis para todos. Essas sociedades, baseadas na utopia de uma humanidade que privilegiava o bem colectivo em detrimento do individual, implodiram ajudadas pela propaganda, nem sempre inocente, de uma sociedade de brilho e liberdade, que se lhes opunha. Algumas comunidades com uma tradição e cultura milenares, mais colectivistas, governadas por sistemas totalitários, conseguem ainda manter regimes socialistas com cedências à economia global e favorecendo uma classe média mais qualificada, mas cujo o destino está por avaliar.
No outro quadrante, assiste-se a uma sociedade sustentada pela economia de mercado, pelo consumo crescente, quer a nível individual, quer pelo alargamento do mercado a outras sociedades, mais tradicionais, cujos modelos foram sendo alterados pela influência externa, tornando-os mais compatíveis com o consumo. O crescimento económico, indispensável ao êxito do modelo, exige que os meios de produção sejam mais rentáveis, pela automação, pela mão d'obra barata, pela acessibilidade das matérias primas e pelo aumento de escala. Para que os produtos se escoem, o mercado tem de aumentar por alargamento do universo de consumidores, pelo aumento do poder de compra e pela diminuição dos valores comerciais.
Para que o modelo se sustente ad aeternum, várias premissas tem de ser verificadas. A primeira e mais controversa é a inesgotabilidade dos recursos energéticos, materiais e territoriais. O mais elementar senso comum dá a resposta: o crescimento económico tem um limite que, em último instância, é o planeta. Claro que os argumentos dos defensores de tal modelo, evocam as infinitas conquistas do engenho humano que o levarão  a outros mundos.
Mas outras premissas geram diversas incompatibilidades. Com o aumento da automação dispensa-se mão d’obra e com a deslocalização de empresas produtivas para economias mais pobres e mais liberais, gera-se desemprego nos espaços onde a protecção social é, tradicionalmente, mais forte. Como os robots não consomem os bens produzidos e os desempregados consomem menos, chega-se a um ponto de rotura do modelo. À mão d’obra disponível resta-lhe o sector dos serviços ou voltar para os campos, que abandonou para trabalhar nas fábricas. Uma economia assim, dificilmente cresce sem uma reestruturação profunda do seu aparelho produtivo ou do seu modelo de consumo.
Tem-se verificado que este modelo económico, na sua versão mais liberal, tem gerado desigualdade na distribuição de riqueza, contribuindo para uma degradação do ambiente, e um progressivo esgotamento de recursos fundamentais como a água potável, os terrenos agrícolas e produtos alimentares e as matérias primas e recursos energéticos. Essas carências tem levado e levarão a conflitos armados entre Estados e instabilidade social nas regiões mais afectadas pelo desemprego e pela recessão económica. Este tipo de consequências alastra da economia real ao mundo financeiro, cuja actual volatilidade, agravada pela globalização e pelas transacções electrónicas em tempo real, favorece a especulação e a criação de dinheiro virtual, criando uma espiral recessiva que já estamos a observar.
O liberalismo económico acaba por se confrontar com o mesmo problema humano da competição do indivíduo com o social, com a ganância dos mais poderosos a submeter os mais fracos a condições de vida abaixo da pobreza.
No passado já se verificou algo de semelhante em sociedades que esgotaram os seus meios de subsistência em nome de práticas políticas ou religiosas e que levaram à sua extinção. Eram comunidades isoladas ou pressionadas por outras civilizações mais aguerridas que impediram a sua expansão territorial em busca dos bens que necessitavam. Mas, presentemente, a situação é global. Não há praticamente sociedades que fujam ao modelo ou que para ele não converjam.
Se o modelo socialista assenta numa visão utópica do homem que parece incapaz de se renovar num comportamento mais social e altruísta, o modelo capitalista, que prefiro denominar de consumista, com o seu paradigma do crescimento económico e liberalização de mercado, pressupõe uma impossibilidade matemática: recursos infinitos.
A restrição da liberdade individual, a que uma sociedade socialista obriga para que os interesses do colectivo se sobreponham, parece desaparecer no modelo neoliberal capitalista. No entanto, e para um número crescente de seres humanos, mesmo de sociedades ricas e industrializadas, apenas lhes sobra a liberdade de empobrecer material e culturalmente, reféns de uma vida sem alternativa entre o consumo e a dívida. Esta realidade quotidiana começa a estender-se também aos Estados que se vêem a braços com défices crescentes entre o que consomem e o que produzem, gerando dívidas sem solução.
As utopias têm sido os motores do progresso humano mas se se basearem numa impossibilidade material, revelar-se-ão  becos sem saída que, com  a globalização, deixarão o mundo à mercê de modelos sociais mais retrógrados, injustos e totalitários.

As finanças do País

Afinal as palavras de Medina Carreira encontram eco na estação de televisão estatal.
Mais vale tarde do que nunca. Prós e Contras de 3o de Novembro 2009

Música

Todos os posts de música que aqui se publicaram estão disponíveis noutro espaço de nome Blue Breve.

A partir de agora poderei, eventualmente, publicar música no Por Tudo & Por Nada mas, isso acontecerá, mais frequentemente, no espaço que referi. As publicações permanecerão aqui por mais algum tempo, findo o qual serão removidas, bem como os respectivos comentários.
Aqui deixo um convite aos interessados que, suponho, não serão muitos.