As nossas escolas estão a matar a criatividade

Se está ligado à actividade educativa não deixe de ver este vídeo sff!
Se não está, veja também. Decerto irá lá encontrar a história da sua vida...

Ricos e Pobres

 

The Fever, filme distribuido pela HBO, com Vanessa Redgrave, Michael Moore, Angelina Jolie e realizado por Carlo Nero.

Devia ser exibido nas escolas, no 9º ano. Nas escolas que não existem.

Se tem preocupações sociais, não veja este filme. Se não tem, é melhor não ver também.



Aqui está apenas um resumo que define o seu conteúdo.

Maus Tratos contra as Mulheres


Pelo fim dos maus tratos contras as mulheres, eu pronuncio-me

"As assinaturas recolhidas em papel, neste cartão vermelho contra os maus tratos, bem como as electrónicas, serão entregues na Assembleia da República no final do ano. Sejam as que sejam, dependerá do alcance da nossa voz e da disposição dos portugueses."

Maltratar qualquer ser vivo que connosco obteve por natureza o direito a ocupar o seu lugar neste Planeta não é digno de nenhum ser humano. Mesmo quando isso acontece entre os não humanos tal facto é devido a uma luta pela sobrevivência da espécie e quando inter-espécies é a luta pela evolução do mais apto. Darwin ajuda na resposta. Mas entre nós, os que nos achamos seres superiores, maltratar o seu semelhante é mais do que indigno, é a falta total do respeito que devemos aos nossos iguais e do dever de sermos solidários para com todos eles, de estarmos a seu lado sempre que for preciso, de sermos até parte do pão para as suas bocas famintas quando dele necessitem e de os acolhermos debaixo do nosso teto quando por ínvios caminhos da desigualdade social não tiverem onde se abrigar.
Maltratar as mulheres como se fossem seres inferiores, relegadas para um lugar de submissão, seguindo infelizmente um caminho tortuoso verificado ao longo da História das Civilizações, quando elas são de facto iguais ao homem e muitas vezes superiores a ele em inteligência, sensibilidade e aptidões nas mais diversas áreas, é um crime hediondo que se assemelha aos que o direito internacional persegue e condena.
Maltratar, como é o caso das notícias que enchem diariamente a comunicação social, a mulher que ambos escolheram para em conjunto construir um futuro que se prometia pleno de felicidade, companheira ou esposa, sobre a qual a partir de certa altura o homem descarrega toda a sua violência, muitas vezes atingindo-a com golpes mortais ou mesmo desfigurantes para o resto da vida, não pode continuar a ser permitido.
Os caminhos para o evitar são vários. Por meio de legislação eficaz, de educação, de vigilância, mesmo até de denúncia - porque não? - há no entanto ainda que juntar as vozes de todos os que se revoltam contra a impunidade dos culpados e exigir de quem de direito para que sejam tomadas urgentemente as medidas necessárias junto dos responsáveis pelo poder judicial e policial.
Por vezes assiste-se ao famigerado conceito de que o mal não é particular do nosso povo, que é geral por todo o mundo - em alguns locais ainda pior - que muita coisa temos que resolver, etc., etc. Não me convencem essas respostas. De facto não é particular do nosso povo. E felizmente que os casos são pontuais mas infelizmente com tendência para aumentar. Por outro lado, é por aqui que estamos, é aqui que vivemos, é neste país que queremos acabar com esta chaga vergonhosa. E por isso o apelo deste grito que sai do mais profundo da nossa alma:

Pelo fim dos maus tratos contras as mulheres, eu pronuncio-me!
Assine a Petição que vai ser enviada à Assembleia da Républica
Carregue aqui: http://www.josesaramago.org/detalle.php?id=1075

Combustível a partir de lixo plástico

Parece um sonho, mas já é realidade. Reciclar todo o plástico que deitamos para o lixo, obtendo combustível para fazer andar qualquer motor de combustão interna. Veja no filme o que se passa no Japão e que certamente se disseminará por todo o Mundo.

O mundo precisa da WikiLeaks

O site que anda nas bocas do Mundo.

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O PAPÃO DO FMI E O QUE SE PASSA COM OS BANCOS

Estas são duas questões que preocupam os portugueses. Todos ouvimos dizer que vem aí o FMI mas o governo garante que não. Afinal será apenas um Papão para engolirmos outras verdades? E será que os Bancos portugueses não têm de facto dinheiro ou será que nunca o tiveram e viveram à custa dos outros. Mas o certo é que dão lucro – e que lucro – aos seus accionistas. Alguém que parece conhecer bem estes temas dá-nos uma explicação lógica que deixo aqui para vossa apreciação. Embora não pertença ao seu grupo, as suas palavras parecem ser esclarecedoras, pelo menos para mim, pois ninguém me deu ainda uma explicação tão clara destes temas. Oiçam então e se quiserem comentem. Eu por mim – e por agora - passei a estar informado

Os Grandes Lagos aquecem...


A Nasa tem monitorizado, por observação de satélites, que os grandes lagos de todo o mundo tem aquecido. Culpa nossa ou por causas naturais ou ambos, certamente.
Noticia original da Nasa aqui.

A verdade da Crise

Um filme The inside Job que revela, de uma forma dramatizada, o que provocou a crise financeira e económica que assola o Mundo e quem a provocou. Com o titulo em português A Verdade da Crise pode e deve ser visto num cinema perto de si...

Emoção e Razão

As emoções são o motor do comportamento. Sem emoções o ser humano seria incapaz de usar a razão, de estabelecer objectivos, de realizar projectos, de reagir ao ambiente.
A importância do sorriso numa interessante palestra do grande comunicador Paul Bloom.

Watch it on Academic Earth

CRÓNICAS - 8

A GRANDE CIMEIRA

Para mim que de política apenas sei o essencial que todo o cidadão consciente deve saber para conhecer os seus deveres e direitos mas também defender-se dos abusos dos outros, nomeadamente dos detentores do poder, seja este qual for, existe sempre alguma coisa que me escapa. Por exemplo: a propósito desta reunião da NATO que está a decorrer em Lisboa, num momento em que Portugal atravessa uma grave crise económica e a assombrosa despesa que isso acarreta deveria ter sido ponderada (somos o 3º país da União Europeia em piores condições), dei comigo a pensar em alguns factos que lhe dizem respeito. Não entendo (!!!) a razão que leva os países mais poderosos a preocupar-se com maiores níveis de segurança pessoal. A segurança pessoal de Obama é a mais sofisticada e numerosa de todos os participantes na reunião. E com ele viajam quase mil pessoas. Para que será preciso tanta gente? Quem paga as despesas dos hotéis? Será que é a NATO? Não sei. A América sempre se julgou importante e detentora de todo o poder. E de facto, se o teve no bom sentido também nos deu o desastre da intervenção no Iraque. Mas isso foi erro do Bush. Obama é diferente. Quer meter tudo na ordem. Ou melhor, queria. Não sabemos bem se o conseguirá. Outros valores gigantescos estão por lá dispostos a contrariá-lo. Que terá inimigos, sem dúvida que sim. Que seria um alvo desejado pelo Terrorismo também é verdade. Mas esta enorme segurança de que está rodeado nesta cimeira em comparação com a dos restantes representantes dos outros países, é difícil de compreender. Enfim, um mafioso como o Berlusconi, que temos o descaramento de receber, parece não ter medo nenhum de ser atacado. O mundo parece ser afinal dos mafiosos. E os outros que se cuidem. É um mundo às avessas. E assim não vamos lá. Ou terá de haver uma grande reviravolta nas questões do poder e de quem deve ou não mandar. E para tal é necessário uma grande mudança nas mentalidades, uma força de vontade para dizermos “não”. Para o sabermos dizer quando tal for preciso. A ética anda muito longe do nosso pensamento. E falta-nos também um pouco dessa virtude. Mas isto digo eu que não percebo nada de política senão, como dizia atrás, aquela que deve ter um cidadão do mundo que muito gostaria de o ver mais humano e solidário para com os que mais necessitam. Talvez volte ao assunto!

Austeridade

Mais uma lição de economia

Algarve - O segredo mais famoso da Europa

Não pude resistir a publicar o vídeo turístico mais bem realizado que já vi...

O tempo em que os animais falavam

Até que ponto a linguagem e a comunicação simbólica começaram a existir no nosso percurso evolutivo?



Legendas em português: Clic em Subtitles e escolha...

Eleito para fazer alguma coisa



Tenho um hábito peculiar que todos os que me visitam, amigos e família, gozam e não compreendem; guardo revistas antigas. Sábado, Visão, Única, etc. estão amontoadas num armário de casa de banho e disponíveis para aqueles que, como eu, não dispensam uma leitura nos momentos de "aperto". Não compreendem eles porquê, embora as leiam também.
A verdade é que acho muito divertido ler, volvidos alguns anos e acontecimentos, o que à época escreviam os chamados analistas políticos e os políticos, eles próprios. No conturbado momento que atravessamos, e que me dispenso de comentar, e depois de Cavaco Silva ter anunciado a sua candidatura com o discurso que todos ouvimos, foi com um misto de prazer e gratidão que reli o editorial da Sábado de 26 de Janeiro de 2006. Prazer por ver um hábito meu, colher. Gratidão porque, não fosse eu ter-me esquecido, poderia votar Cavaco.
Leiam e depois digam lá que não tem piada.

Editorial - Revista Sábado
Eleito para fazer alguma coisa

Há uma qualidade que ninguém pode negar a Cavaco Silva. O novo presidente da República acredita que o cargo serve para alguma coisa e não apenas para viagens com grandes comitivas ao estrangeiro e longos discursos sem conteúdo. Mas há também um defeito que dificilmente se pode negar a Cavaco Silva. O novo presidente da Republica acredita que o cargo serve para alguma coisa e não apenas para viagens com grandes comitivas ao estrangeiro e longos discursos sem conteúdo.
As vantagens de Cavaco são também os seus defeitos. O novo chefe de estado tem ideias muito definidas sobre o que deve ser o futuro de Portugal, sobre as áreas onde se deve investir e aquelas que podem ficar para segundo plano, sobre a forma correcta de dar a volta à crise. Bem ou mal. Cavaco tem uma estratégia e um caminho para Portugal. E isso pode ser um problema se a estratégia for diferente da de Sócrates.. É verdade. Mas também é verdade que os portugueses votaram em Cavaco, em parte por causa do que ele pensa e do que quer para o País, por saberem que, perante um governo preocupado em controlar as contas públicas, nunca o ouviram dizer que "há vida para além do défice", por terem a certeza de que um primeiro ministro como Santana Lopes nunca chegaria a durar fatídicos quatro meses.
Essa foi uma garantia que os portugueses quiseram. E isso não é uma ameaça à estabilidade, é uma garantia de estabilidade. Sócrates e Cavaco convergem nas grandes linhas e prioridades para Portugal. A eleição do novo Presidente da Republica foi uma forma de assegurar o rumo do País; de garantir que haverá um esforço para cortar nas despesas públicas e para equilibrar as contas do Estado. Se o primeiro ministro se mantiver fiel ao programa de Governo - e fugir às pressões constantes do aparelho socialista para fazer uma viragem despesista à esquerda - e se o Presidente da República seguir o seu manifesto eleitoral - e evitar uma tendência inata para se impor e mandar - haverá estabilidade política em Portugal. Se não, não.
26 Janeiro 2006

Aprendizagem sem professor

Hei! Teachers! Leave the kids alone...


Legendas em português disponíveis - Clic em View Subtitles e escolha Portuguese(Portugal)...

Sexo e evolução

Porquê homens e mulheres são diferentes na forma como olham, pensam e praticam sexo.
A palestra está em inglês bem acessível a quem tem da língua um conhecimento médio e as imagens projectadas durante a palestra não estão acessíveis, o que é lamentável.
De qualquer modo aconselho aos interessados no tema um visionamento deste vídeo.

Watch it on Academic Earth

Banqueiro fala da crise e do PEC 2010

Ouçam com MUITA atenção. É fundamental para entender o momento, altamente crítico, que o país atravessa.

O que você faz, fala tão alto que não ouço o que você diz...

Ainda sobre o poder do cidadão como consumidor.
PALESTRA DO PRESIDENTE DO SANTANDER - SÃO PAULO - BRASIL



Um novo paradigma.




Só na década de 1970 se começam a debater os problemas de um paradigma centrado no rendimento e no crescimento, bem como as limitações dos indicadores de natureza económica. Não só o PIB per capita não se adequa como medida de bem-estar, não sendo capaz de medir questões como a qualidade de vida ou a felicidade, como não tem em consideração a delapidação do capital natural (por exemplo, a degradação ambiental ou a diminuição das reservas de recursos não renováveis), nem a degradação do capital humano ou social (por exemplo, da qualidade de vida).  
...

Urge uma nova revolução, um novo paradigma de desenvolvimento, uma redefinição do conceito de progresso. A economia terá de ser moldada por novos conceitos como sustentabilidade ou qualidade de vida. Não podemos aceitar que um canibal que passe a comer de faca e garfo seja considerado progresso. Como dizia o meu professor Roque Amaro, no dia em que a economia for verdadeiramente solidária com o ambiente, as pessoas e a diversidade passará a ser uma ciência da vida (como a Biologia). Esse é o seu sentido.


Palavras de João Wengorovius Meneses escritas em 2007 no Diário Económico. Não posso estar mais de acordo. 
Passaram 3 anos e todos os anos os homens mais poderosos da economia mundial se reúnem em Davos, na Suiça para debater os problemas da economia e da sociedade mundial. The World Economic Forum
À primeira vista, nada mudou. Crescimento é a religião da economia.

Oceanos

O mar em todo o seu esplendor. A não perder! 




Quando faltam os dolares - O fim da guerra no Iraque

 No bucks, no Starbucks! Sem dinheiro não há heróis.





O Presidente americano, Barack Obama, anunciou o fim das missões de combate no Iraque e recordou que no próximo ano segue-se o Afeganistão. A prioridade da América é ultrapassar a crise económica. 
Ver notícia aqui.

Consumir bem... ou votar?



Mudar o mundo passa, cada vez mais, pelas nossas opções de consumo. Mais do que consumir menos, o importante é consumir bem. É a era do centro comercial como palco da mudança, da revolução no consumo, do adeus às armas. Que diria Marx?

O Estado poderia usar os impostos para acelerar a mudança de comportamentos, mas haverá melhor incentivo do que ser possível provocar a mudança sem gastar dinheiro ou abdicar de conforto? Hoje, o cidadão tem maior poder através do consumo que através do voto. 



Tive de fugir à tentação de publicar aqui, na íntegra, este escrito de um amigo que vi crescer e cuja a acção me dá esperança nesta geração. João Meneses, que no seu livro "O peixe amarelo" condensa crónicas escritas para o Diário Económico entre 2006 e 2009 nas quais aponta pistas para tornar este mundo MELHOR. Embora não partilhe do optimismo e fé no capitalismo que ele perfilha, talvez pela idade (minha e dele) e pelos últimos acontecimentos que puseram a nu as fragilidades da economia capitalista, irei publicar aqui algumas dessas crónicas.
Esta, que aqui, aponto vem mesmo a propósito do comentário que fiz à última publicação do meu amigo Gil.

Onde está a Democracia?

O Governo e a Oposição estão constantemente a falar na Democracia e a dizer que a defendem (com unhas e dentes). E até todos se recordam como foi criticado um(a)líder partidário(a) por dizer que o melhor seria interromper por seis meses a democracia em que vivíamos. Portanto todos ou quase todos a defendem. E salvo raras excepções quase todos utilizam a expressão “na democracia em que vivemos...” E isto é também verdade para outros países que também se dizem - e aos quais designamos como tal – democráticos.
E afinal em que consiste essa democracia em que vivemos? Na sua origem, o termo ("demo+kratos") designaria um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), directa ou indirectamente. Mas mesmo os países em que os governos são escolhidos democraticamente pelo povo, vão incluir governantes aos quais o povo não deu a sua confiança. E, mais do que isso, hoje em dia, existem uma série de organizações que governam os governos e que o povo não elegeu nem sequer conhece. José Saramago, numa das suas muitas intervenções explica melhor do que eu. Vale a pena ouvi-lo.

A culpa é do “sistema”

Apesar da crise que atravessamos, todos notamos que existe uma larga faixa da população que prossegue os seus dias, alimentando a indústria do consumo. A falta de dinheiro não intimida os anúncios televisivos que diariamente nos convidam a comprar, mesmo aquilo de que não precisamos. Há cerca de 40 anos já eu escrevia para um programa de Rádio o texto que a seguir vos deixo:
NA CIDADE IMAGINADA PELO ESCRITOR VANCE PACKARD, EM PLÉTORA, OS HABITANTES NÃO TINHAM MAIS PARA FAZER SENÃO CONSUMIR, CONSUMIR, CONSUMIR EM ALTO GRAU. DE TAL MODO QUE EM PLÉTORA, ALTIFALANTES, COLOCADOS ÀS ESQUINAS DAS RUAS, ACONSELHAVAM DIA E NOITE AS PESSOAS A COMPRAR MIL E UM PRODUTOS NO SUPER-MERCADO MAIS PRÓXIMO.
“DEITE FORA O SEU RELÓGIO NOVO E COMPRE OUTRO HOJE PORQUE É NECESSÁRIO COMPRAR RELÓGIOS PARA QUE PLÉTORA POSSA VIVER”
EM PLÉTORA, ÀS SEGUNDAS-FEIRAS, DEITAVAM-SE PARA AS TRASEIRAS DAS CASA OBJECTOS CHAMADOS ANTIQUADOS (COM UMA SEMANA APENAS) COMO POR EXEMPLO FRIGORÍFICOS E FOGÕES QUE ERAM IMEDIATAMENTE CONDUZIDOS ATRAVÉS DE TÚNEIS PARA SEREM TRANSFORMADOS EM SUCATA. E É CLARO QUE NESSE MESMO DIA, HAVIA QUE COMPRAR UM NOVO FRIGORÍFICO E UM NOVO FOGÃO.
AO LARGO DA CIDADE, EM PLENO MAR, AFUNDAVAM-SE NAVIOS DE RECREIO E IATES PARA QUE OUTROS PUDESSEM SER COMPRADOS. PLÉTORA, A CIDADE DE VANCE PACKARD, É A CIDADE DO CONSUMISMO EM QUE O CIDADÃO JÁ NADA MAIS TEM A FAZER SENÃO CONSUMIR E COMPRAR PARA QUE O SISTEMA PROSSIGA.

O Sistema! Não chegámos, é claro ainda (e felizmente que não chegámos) a Plétora. Mas diga-se de passagem que desde que haja dinheiro - e até mesmo quando o não há como na crise actual - o cidadão comum, de grande parte da sociedade em que vivemos, está também já influenciado por essa necessidade de comprar, comprar tudo o que aparece de novo, porque, mais um parafuso, um novo rótulo, mais uma luzinha a piscar, são indicadores (falsos, é claro) de que o que tínhamos já não presta e que aquilo é que é bom. O sistema, sempre o sistema.
Culpamos o sistema quando afinal o sistema somos nós. Se não mudarmos o homem que somos não mudamos o sistema. Eu sei, ou pelo menos dizem-me, que é necessário para a economia de um país que alguém alimente a indústria para que mais fábricas e pequenas empresas não vão à falência e não se gere mais desemprego. No entanto os recursos não são inesgotáveis. A quem é que ainda não sucedeu dirigir-se a uma loja para que lhe reparassem um pequeno electrodoméstico e lhe responderam que era melhor comprar um novo porque não há quem se dedique a fazer esses arranjos. E no entanto, se houvesse, com certeza era mais um emprego que se criava. Perdeu-se a paciência para esses pequenos arranjos. É o sistema. Sempre o sistema.

A fome dos países desenvolvidos.


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Adeus António

Gosto de recordar os actores naquilo que de melhor faziam. Não morrerão nunca!

O Mar - Uma visão a dois



No principio era a água, escura, tenebrosa, infinita, depois fez-se luz e um firmamento separou as águas, criando o céu e o mar.

As águas reuniram-se debaixo do céu e deram lugar à terra.

E criou-se um delírio. Um delírio sobre um fundo de espuma e nuvens.

No mar a história transforma-se em romance fantástico, hesita entre o drama e a epopeia, escapa ao tempo e à lógica, torna-se enigma.

O mar é mesmo isso, confusão do tempo e dos elementos, perdição dos sentidos, catarse de emoções!

Por isso, o mar é infinito! Guarda todos os segredos do mundo, assim como as lágrimas de quem o contempla com paixão, por alegria, por desilusão!

O Verbo líquido que nos sussurra ao ouvido palavras indecifráveis, mas audíveis e sentidas, que nos iludem e seduzem numa subtil tentação! 

Texto de Maria Irene de Brito

A saúde mental dos portugueses



Pedro Afonso

in Público, 2010.06.21

Recentemente ficou a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população.
No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes.
Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária.
Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem.
É natural que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque nos últimos quinze anos o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008).
As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade.
Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família.
Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e casa, seja difícil ter tempo para os filhos.
Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três anos.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos.
Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição da pobreza.
Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da segurança social.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público.
Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.
Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.
Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.
E hesito prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante estes rostos que me visitam diariamente.

Pedro Afonso
Médico Psiquiatra

Justiça e juízes

Em belo post sobre o tema... aqui

Salvemos o Planeta

Uma visão humorada e arrasadora do papel do homem na Terra. De algum modo coincidente com a minha e que aqui já publiquei. Rir de coisas sérias é a especialidade de George Carlin, um mestre da stand up comedy

A Bomba...de Oppenheimer

A bomba atómica mudou tudo, excepto a nossa maneira de pensar. (Albert Einstein)

Os cientistas estão treinados em fazer tarefas muito específicas e não para tomar decisões políticas.
  (R. Scott Kemp, físico, Universidade de Princeton)




Countdown to 0 (zero) Sabemos que as grandes potências nunca o vão fazer...

O governo dos bancos

Já sabíamos. Já sabemos. Voltamos a repetir... aqui.

A insolência dos especuladores suscita uma viva oposição popular e força os governos a distanciarem‐se, pelo menos um pouco, do poder financeiro. A 20 de Maio, o presidente Barack Obama designou como «hordas de lobistas» os banqueiros que se opunham ao projecto de regulação de Wall Street. Será que quem assina os cheques vai continuar a escrever as leis?

Tempos Modernos



Elogio da Dialéctica

A injustiça avança hoje a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração;
isto é apenas o meu começo

Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos

Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã


Por Bertold Brecht - 1898 - 1956 -Alemanha

Monogamia e casamento

American men average 13 partners, which is:

- Ten less than Canadians (23)
- Three less than the British (16)
- One less than Mexicans (14)
- Equal to the global average (13)

American women average nine partners, which is:

- One less than Canadians (10)
- One less than the British (10)
- Three more than Mexicans (6)
- Two more than the global average (7)

Para português:
A média de parceiras para cada homem nos USA é 13, o que é:

- Dez menos que os  Canadianos (23)
- Três menos que os British (16)
- Uma menos que os Mexicanos (14)
- Igual à média  global   (13)

A média de parceiros para cada mulher nos USA é 9, o que é:

- Um menos que os Canadianos (10)
- Um menos que os British (10)
- Três mais que os Mexicanos (6)
- Dois mais que a média global (7)


A creditando nos resultados da Durex Global Survey
Portugal não consta.... mas deve ser giro saber quais os números deste país de monogâmicos...

Eólicas na Alemanha


A Alemanha vai investir 30 mil milhões nas energias renováveis. Por cá ainda há quem tenha dúvidas. Felizmente que há estúpidos.

Veterano da Guerra do Iraque

 Fala quem sabe...

Futebol e ....

A propósito de futebol e de França, talvez as raízes estejam mais fundas...
Um caso para meditar aqui
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O pequeno Mathis com a camisola que o impediu de entrar na escola 
A política e o Futebol

Propositadamente escrevi neste título política com letra pequena e Futebol com maiúscula. Assim vai o Mundo com a vergonha que o Presidente Sarkozy não teve ao anular hoje uma importante reunião já marcada com representantes de várias ONG mundiais de desenvolvimento para em troca poder reunir-se com o futebolista Thierry Henry. Para o Presidente francês era muito mais importante tomar conhecimento das razões que levaram a França a ser eliminada do Mundial do que as condições de 3 mil milhões de pobres em países em desenvolvimento. Isto parece incrível poder acontecer mas aconteceu mesmo. Já não bastam os milhões de Euros que se gastam com a preparação, estágios, transportes, etc., sendo que naturalmente o dinheiro aparece por outras vias – creio eu – que não as de um governo, como se conclui que é mais importante dar um raspanete a uma equipa que enverga as cores do seu país do que zelar pela possível ajuda a quem necessita do pão para a boca. Aliás o mesmo senhor Sarkozy já tivera ontem uma reunião de trabalho com os ministros envolvidos no evento a fim de passar a ter nas suas mãos o dossier do futebol francês. Mal vai de facto este mundo quando aqueles a quem entregámos o destino do nosso país se preocupam mais com os desaires desportivos e outras coisas menores do que com aquilo que devia constituir o verdadeiro sentimento de lutar pelas boas causas e resolver as desigualdades que são infelizmente cada vez maiores entre os que têm tudo e os que nada têm.
Ver notícia mais desenvolvida aqui.

O preço do petróleo



De longe o maior desastre ecológico de sempre. O futuro da costa sul dos USA comprometido durante décadas. O quase silêncio da comunicação social é ensurdecedor...

Até Sempre Saramago!


A notícia apareceu de repente, inesperada para muitos de nós, embora sabendo que o teu estado de saúde, ou de doença, nestes últimos tempos não augurava nada de bom. Mas como a esperança é a última coisa a desaparecer, pensávamos que mais uma vez irias recuperar. Assim não aconteceu. A notícia anunciou o teu falecimento às 12.30 deste dia 18 de Junho. Mas uma coisa é certa: ao resolver partir para onde - como tu acreditavas - nada existe, a morte não te levou. Tal como dizia o poeta “és daqueles a quem a lei da morte libertou”. Não morrerás porque os homens como tu são verdadeiramente imortais. Não apenas – e já seria muito – pelo merecido Prémio Nobel que honrou a Literatura Portuguesa, inscrevendo o teu nome nessa lista de grandes celebridades mundiais que ficarão para as gerações futuras, nem pelos outros grandes prémios com que foste distinguido e os mais diversos doutoramentos Honoris Causa, mas pelas obras que nos deixaste, pela coerência do teu pensamento, pela tua paixão em prol das liberdades e dos direitos de toda a comunidade, pelo teu profundo humanismo, pela bondade expressa nos teus actos, pelo teu olhar em defesa dos mais desfavorecidos. É curioso até como chegavas não só a respeitar como até por vezes a amar os teus próprios inimigos. Uma alma grande como a tua faz-nos realmente falta. Lamento não poder ler mais nenhuma das tuas obras que haverias ainda de nos legar. Terei de limitar-me a reler as que escreveste e que tenho comigo. Reler os teus cadernos onde deixaste, em minha modesta opinião, o teu verdadeiro retrato, as tuas preocupações com o caminho que o mundo ia percorrendo, desmascarando as vilanias que o povoam ou enaltecendo quem defendia a verdade e a justiça. Ali, nesses escritos diários, está sempre e sempre toda a grandeza do homem que és (ia a dizer que foste), aquele homem que não esqueceu nunca os dias da sua infância pobre e simples apesar de ter subido tão alto, o teu enorme e profundo sentido do que é ser um homem verdadeiramente Bom, a tua preocupação permanente em encontrar soluções para o que julgamos ter perdido.
A última mensagem deixada no teu blogue que ia sendo actualizado nestes últimos tempos por ti, pela Pilar e pela Fundação mas nestes dois últimos casos com os textos que são teus, fica bem como sinal das tuas preocupações com o mundo actual e com um conselho que talvez valha a pena seguir:
“Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de reflexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte nenhuma”.
Assim é de facto Querido Amigo (se me permites). Precisamos de pensar e reflectir. Precisamos de encontrar as ideias que tendem em faltar-nos, sobretudo se apenas pensarmos em nós próprios. É preciso, como tantas vezes disseste, olhar bem à nossa volta e repensar o que andamos a fazer. Isto, se quisermos reencontrar a verdadeira felicidade perdida. É que ela só existirá quando a virmos reflectida em tudo à nossa volta. E por estar convencido - e certamente não sou o único – que ao continuar a ter-te a meu lado com o que escreveste e com o que és (novamente ia a dizer “que foste”) é que te digo com toda a sinceridade: Até Sempre Saramago!

Quanto custa a AR

Quanto custa a Assembleia da Republica? Bom, é só fazer as contas...

Daniel Cohn-Bendit - A Europa, a Grécia e a finança...

 Daniel Cohn-Bendit , deputado europeu pelos Verdes, alemão e resistente desde jovem, fala da crise grega e da ajuda da comunidade europeia a este país em crise. Talvez valha a pena ouvi-lo com atenção, como fizeram os outros deputados europeus...
Legendado em português, com alguns erros...

Mota Amaral defende redução do número de deputados

 

Petição online


Cerca de 20 mil portugueses exigem a redução imediata do número de deputados no Parlamento "por razões morais e financeiras", através de uma petição online, que terá obrigatoriamente de ser debatida na própria Assembleia da República. 
Lançada no início deste mês, a petição "A favor da redução do número de deputados na Assembleia da República de 230 para 180" conta já com perto de 20 mil signatários, entre eles o fiscalista Medina Carreira. 
No texto de enquadramento da petição pode ler-se a dúvida que subjaz a esta exigência: "Sabendo à partida que a lei prevê a possibilidade desse número [de deputados] ser entre 180 e 230 membros, afigura-se difícil compreender aos olhos da razoabilidade a razão da opção recair sobre o número máximo possível (230) e não sobre o valor mínimo possível (180), ou sequer sobre um valor intermédio possível (ex. 200)".  

Torre Solar

Será construída no Rio De Janeiro e fornecerá energia para a aldeia olímpica em 2016, se a crise deixar.

Contraluz

Apareceu-me um mail que apontava para um trailer de um filme de Fernando Fragata.
Método de publicidade original. O tema do filme condensa-se numa frase canalha: Daqui a cem anos estamos todos mortos. Esta frase até foi usada por Bush para ilustrar como são inúteis as preocupações ambientais.
Espero pelo filme, para ver...

Profético

Para quem já não acredita, vos digo: é só esperar, que ele acaba por ter razão...

Amor conjugal

Para quem quiser saber como vai a sua relação amorosa, recomendo este blog da minha amiga Paula Silveira: A sua relação está por um fio? 
Desculpem se a conclusão a que chegarem não for muito agradável...


Taxar os pobres...


Mais uma vez venho fazer referência ao que se publica em Um homem das Cidades.. Afinal, se alguém anda a fazer o trabalho bem feito, para quê correr atrás da noticia...

O factor X


Foto: Yuri Gripas/Reuters
Os líderes das três empresas envolvidas foram ouvidos ontem e anteontem em Washington: Empresas ignoraram avisos de perigo antes da explosão na plataforma petrolífera
Parece que o acidente da plataforma petrolífera que ocorreu no Golfo do México  teve culpa humana. 
Tal como Chernobyl, tal como Exxon Valdez.
Por isso não se pode falar de 100% seguro, principalmente quando as dimensões de uma possível catástrofe possam ser estas ou ainda mais trágicas como é o caso do nuclear.

CRÓNICAS - 7

Portugal voltou ao país dos “eFes”

Com a recente euforia dos adeptos dos campeões nacionais (eu até sou do Benfica), festejos de arromba em todo o lado, cortejos nas ruas da cidade e nos mais variados locais, até altas horas da noite gritando e pulando na Praça Marquês de Pombal e depois frente aos Paços do Concelho, seguido hoje e nos próximos dias com a visita do Papa, recebido de uma forma que mais nenhuma entidade, mesmo soberana de um outro país, teve por cá, trânsitos cortados, tolerância de ponto para organismos públicos e mesmo alguns privados, bandeirinhas especiais nos autocarros, enfim, uma mudança total na actividade normal deste lugar, dei comigo a pensar no que se dizia antes do 25 de Abril: ao povo português bastam-lhe os 3 Efes (F): Fátima, Futebol e Fado. Exactamente. E eu que pensava que isso tinha acabado. Pelo menos nestes últimos dias, dois F bastaram para não se preocuparem com mais nada. Dois porque o terceiro, o fado já nos apanhou com a crise em que estamos metidos. E assim, eu que, sendo ateu ou agnóstico como prefiram, me prezo de respeitar as crenças de cada um, não consigo compreender que a visita do Papa tenha feito parar o país. O trânsito em Lisboa foi um verdadeiro caos. Ruas cortadas. Carreiras de autocarro interrompidas. Pessoas que desejavam deslocar-se rapidamente e não o conseguiam fazer. Fez-me lembrar o caos nos transportes aéreos provocado pela nuvem vulcânica. O Papa foi para o trânsito da capital uma espécie de nuvem de um vulcão. Veja-se o que se passou por exemplo no Terreiro do Paço. Não cabia nem mais uma coisita por pequena que fosse. E o trânsito nas redondezas parou por completo durante aquelas horas que foram longas, desde os momentos que antecederam a missa até à debandada final de toda aquela gente. Ele próprio aliás deve estar admirado com tal recepção. Nunca em país nenhum da Europa ele seria recebido de tal forma. E não se venha dizer que é devido ao facto de sermos um país católico. Não o somos. Somos um estado laico. E já foram entretanto ouvidas muitas declarações por pessoas que não concordavam com esta vinda no momento de crise que atravessamos. Mesmo de alguns crentes.Contas feitas são as que quantificam em 75 milhões de Euros como foi dito nos Sinais de Fogo de Miguel Sousa Tavares.



Muito dinheiro gasto na verdade. Este "eFe" ficou muito caro ao País. Em entrevistas de Antena Aberta, na Rádio e Televisão, foram muitas as pessoas que criticaram o que agora se está a viver. De facto, quando se afirma que oitenta e tal por cento da população é católica, tal não corresponde à verdade. Esse censo é muitas vezes retirado do número de pessoas baptizadas pela Igreja. Ora sabemos que muitas dessas crianças que o foram, à nascença, sem dar por isso e sem lhes pedirem se o quereriam ser, abandonaram depois essa crença. E o resultado está portanto falseado à partida.
Mas enfim, apesar de tudo, pelo menos durante estes últimos dias, o povo esqueceu os seus problemas. Voltou a viver dos 3 eFes. Esperemos que acorde e se volte para o país real.

Petróleo - Golfo do México

Não tenho palavras para comentar aquilo que se perfila para ser um dos maiores desastres ecológicos de sempre. O Golfo do México, cujas águas banham uma das zonas mais sensíveis da costa americana que poderá estar comprometida por décadas de poluição, altamente destrutiva para a vida selvagem.
Parece que esta década ficará na história como o início de um FIM, há muito anunciado

Música contra a exclusão - Caso português


Num país tão fecundo em más notícias, aparecem, esporadicamente, mensagens de esperança.
Ver artigo completo no Blue Breve
Mais uma vez a Fundação Calouste Gulbenkien mostra o seu valor na sociedade portuguesa ao serviço da cultura e valorização social.

Eólicas - A polémica

Muitas vozes se têm levantado contra a forma como a energia eólica tem sido promovida no nosso país e um pouco por todo o lado.
Suponho que só um tolo não aprova o aproveitamento do vento como forma de energia. Basta ver como a navegação à vela foi crucial para a civilização. Mas não é aí que reside a discórdia. O argumento é de carácter económico e vai no sentido de criticar os benefícios oferecidos a quem produz esse tipo de energia.
Espanta-me que aqueles que advogam um mercado de livre de constrangimentos, como manda a boa economia capitalista, se preocupem com o crescimento desse sector produtivo. Os investidores nada mais fazem do que aproveitar um cluster de negócio em franca expansão.
Critica-se o preço mais elevado que se paga por essa energia, comparado com aquele que se pratica para a energia de produção térmica mas, se se tiver em conta os custos ambientais, essa diferença não é real.
Para que se esclareça, o tema foi abordado numa das últimas edições do programa da SIC, Sinais de Fogo, com a participação do Engº Henrique Neto, um dos subscritores do Manifesto por uma nova política energética, e do Engº Carlos Pimenta, com interesses neste tipo de produção energética.


Optimismo


Gostava de ser optimista!
Ser optimista é bom. Principalmente para os optimistas.
Os optimistas vivem bem, tem mais qualidade de vida, vivem mais.
Para os optimistas há sempre uma solução para os piores problemas. Acreditam que alguém a descobrirá e que enquanto há vida, há esperança.
Os optimistas acreditam que quem não partilha dessa esperança vive num inferno em vida, atormentado pelas dúvidas, ou mesmo pelas certezas, de que os piores problemas da humanidade não tem solução.
Os pessimistas, termo usado pelos optimistas para designar os cépticos, defendem-se clamando que apenas se limitam a olhar a realidade tal como ela é e que as soluções propostas esbarrarão nos muros das próprias insuficiências humanas sendo, portanto, inevitável o caminho que a humanidade percorre.
Ambos os lados tem uma característica comum: não fazem parte da solução. Os optimistas porque não a procuram, certos que alguém a encontrará. Os pessimistas porque não acreditam que ela exista. Assim sendo, fazem parte do problema.

David Attenborough

Uma vida dedicada à divulgação da vida selvagem, da biodiversidade e da conservação. Atingiu, com a sua obra, mais inteligências e sensibilidades que qualquer outro divulgador do género. Muitos, nos quais me incluo, decidiram as suas vidas em função da visão que ele ofereceu deste mundo maravilhoso que, apesar disso, tantos teimam em extinguir. Terá sido em vão a sua obra? Para os mais optimistas decerto que não, para mim, como individuo, também não mas, para o futuro do planeta, a sua mensagem sucumbirá à pressão da economia.
Como uma singela homenagem, aqui reporto, com algum atraso, uma grande homenagem de que foi alvo.

A Pegada Humana

Ontem foi O Dia Mundial da Terra. Parece-me estranho o tema desta efeméride. Todos os dias são da Terra, quer queiramos quer não e, para os que teimam em não querer, trago uma proposta.
São pouco mais de 40 minutos de documentário, produzido pela National Geographic, legendados em português, para apresentação na RTP2. A realidade aí retratada é a dos USA, mas esse modelo de vida e desenvolvimento é o que se vai espalhando por todo o mundo, como sendo o paradigma da vida que vale a pena viver. Parece óptimo e todos nós gostamos mas tem um pequeno inconveniente: não é sustentável. Claro que muitos dos que acham que os recursos são inesgotáveis e que a ciência e a tecnologia vão resolver todos os problemas, podem passar adiante, mas ignorar as luzes vermelhas que se acendem, não evita o desastre. A situação caminha para que, no espaço de tempo de uma geração, seja necessário descobrir mais uma Terra que nos alimente e nos forneça as matérias primas que este modelo de desenvolvimento devora, avidamente.

CRÓNICAS - 6

O DIA MUNDIAL DA TERRA

Mais um dia a que foi decidido chamar o Dia Mundial da Terra. Nada de mais próprio e até em cima dos recentes acontecimentos. Uma erupção de um vulcão num local de certo modo distante da Europa causou neste continente um verdadeiro caos que durou no mínimo 5 dias. Milhões de prejuízo em diversos sectores sobretudo os ligados à navegação aérea mas também em numerosas fábricas de vários países mesmo fora da Europa. Falta de materiais, ausência de pessoal impossibilitado de se deslocar e outras razões poderão ter levado à falência algumas unidades. Parte desta aldeia global ficou parada. A Natureza fez cumprir as suas leis. E o Homem quase nada podia fazer salvo esperar que ela o permitisse. Isto fez-me lembrar um texto que escrevi há cerca de 20 anos e que demonstrava já que havia que cuidar desta Terra. Foi mais ou menos isto:
Desde que há cerca de 3.000 milhões de anos as condições ambientais neste planeta permitiram o aparecimento de seres vivos nos mares e oceanos, e, sobretudo após a sua conquista dos próprios continentes, cada palmo de terra passou a ficar pouco a pouco repleto de organismos vivos, animais ou plantas, povoando, refrescando, arejando e também - será necessário dizê-lo - embelezando-o. Quando o homem apareceu, já a encontrou assim, plena de vida, esta terra viva. Para além do direito que nos assiste de aqui viver, temos também o dever de assim a deixar estar, para os vindouros, para aqueles que possivelmente aqui permanecerão muito depois de o homem provavelmente ter desaparecido daqui a muitos milhões de anos. Sabendo usufruir do direito, parece que não sabemos no entanto cumprir o dever. E não sendo crível que nos preocupemos com outros seres que poderão vir a substituir-nos como homens, espanta-nos a todos que não nos preocupemos com os nossos netos ou mesmo com os nossos filhos. Já não é ficção aquilo que os defensores destas ideias anunciavam há umas dezenas de anos. Se em termos científicos, a ficção se tornou realidade (vejam-se as viagens no espaço, a comunicação a distância, a guerra em directo...) o mesmo aconteceu com as paisagens desoladoras, a falta de espaços verdes, o gigantismo das construções de vidro e de cimento, o asfalto cobrindo o solo ... o asfalto onde as flores não podem nascer.
Terra viva, portanto, é o que menos vamos tendo. Apanhe-se um pouco de terra da margem de um desses rios onde vão desaguar os lixos da nossa indústria e é uma desilusão. Debrucemo-nos sobre um palmo de terra num jardim camarário e observemos os torrões secos sem vida, ali onde foi mais fácil despejar um qualquer pesticida para dar cabo das ervas daninhas e dos insectos hospedeiros das plantas do que cuidar paradisiacamente dos canteiros, por muitos reformados, que assim encontravam ainda alegria de viver. Ah, mas existe muita terra por aí. Vejam-se as ruas e os passeios desta Lisboa onde há terra por todo o lado, revolta e seca ou molhada que nos suja os sapatos ou nos entra pelo nariz, chegando até mesmo a entrar pela janela a quem more num décimo segundo andar se o lisboeta a deixar aberta. Repare passado pouco tempo na terra que lhe cobre as mobílias e os estofos e a alcatifa. Terra seca e voadora. Lisboa está cheia de buracos e de terra. Dizem que quiseram fazer as obras todas ao mesmo tempo por ser mais prático, assim mesmo, sem alternativas que fossem criadas para nos libertarmos da poeira e dos engarrafamentos e do saltitar pelos passeios entre covas e covinhas, pedras e automóveis sobre os ditos. Mas quanto a terra não é só Lisboa. Veja-se por exemplo o turístico Algarve onde a terra cobre o pouco arvoredo das bermas das ruas e estradas, por exemplo, da Praia da Rocha, transformando tudo num cenário desolador, de cor barrenta, acastanhada. Folhas e flores (estas poucas, é claro) vestidas de terra, de castanho ou amarelo sujo. Uma beleza, Assim vamos cuidando desta terra viva, tirando-lhe a vida, retirando-lhe a ajuda das plantas que a fixavam, esboroando-a, desfazendo-a, por entre os nossos dedos descuidados. E a culpa é bem de mim, de si, de todos nós. Eis o espectáculo que estamos construindo. Mas ainda é tempo de voltar atrás e de recriar a terra viva. Festejou-se o Dia Mundial da Terra de modo a saber respeitá-la a partir de agora? Gostaríamos de acreditar que sim.

Efeitos do Dilúvio na Madeira

Antes:


Depois:

From Russia , with love.

O crescimento do neonazismo, que de novo nada tem, tem vindo a revelar que poucos aprendem com a história. Quando a direita, particularmente na Europa, se vem preocupando com o islamismo que acompanha imigrantes e que por vezes, resiste a se integrar na sociedade de acolhimento, deveria dar atenção aos movimentos nazis, que a coberto de uma defesa dos interesses dos trabalhadores locais, vem ressuscitar velhos padrões dos quais todos fomos vítimas. Ou será que vê com bons olhos estes facínoras? Contará com as suas milícias para alcançar o poder?

China - A seca.

Crê-se que os conflitos deste século serão pela demanda dos recursos hídricos. Não sei o que sentem os vizinhos do colosso chinês mas, pelo que sabemos, os chineses não vão querer morrer de sede. O aumento de consumo aliado a uma crescente desertificação vão deixar a China muito necessitada do precioso líquido. Os países vizinhos que se cuidem.
Aqui deixo um extracto de um documentário sobre o assunto, que a SIC exibiu.

Terrorismo ambiental

Petroleiro chinês derrama duas toneladas de crude na Grande Barreira de Coral, na Austrália.

A força da TV



Já sabemos que a frase "Se não dá na TV, não existe" parece exagerada. Sempre achei que a importância desse meio de comunicação cederia lugar à internet e que essa Era já estava a chegar. No entanto um facto recente deixou-me um pouco perplexo.
Um vídeo que realizei, sobre um trabalho de investigação do meu filho André, na área da biologia marinha (Golfinhos em Portugal) e que vem sendo publicado em diversos sites ( Zappiens , Vímeo, Dailymotion ) e também num blog que alimentei sobre o facto (clavadel-golfinhos.blogspot.com) e que teve um número de visionamentos total de pouco mais de 2500, registou, numa só apresentação na RTP2, um número estimado de 94000 espectadores. Tal número não me surpreendeu tanto como o facto de inúmeras pessoas, que já haviam visto esse trabalho, e que se tinham manifestado com uma indulgente apreciação positiva, me terem comunicado, na hora da exibição televisiva, o seu alto apreço pelo meu trabalho e até me terem revelado que esta versão estava muito melhorada em relação à que tinham visto em DVD. Até a mim me pareceu melhor. Abençoada caixa mágica!

CRÓNICAS - 5

ODISSEIA NO ESPAÇO - ODISSEIA DO HOMEM

Acabo de rever na televisão essa maravilha do cinema criada pelo génio de Kubrick chamada “2001-Odisseia no Espaço” que encantou e continua a encantar milhões de espectadores em todo o mundo. Os prodígios alcançados pelo realizador em 1968 deixavam o mundo extasiado perante uma obra de ficção científica que afinal como tantas outras vieram a tornar-se realidade. As viagens espaciais em sofisticadas naves comandadas por computadores tornar-se-iam uma coisa banal nos dias de hoje e se não foi ainda possível alcançar Saturno considera-se que não estará longe a época em que tal proeza acontecerá. Creio ter sido de facto a subtileza e perfeição no modo de contar a evolução do homem, desde os primitivos hominídeos até ao que poderia vir a ser o futuro mais ou menos próximo, numa aventura tecnológica sem precedentes na história do cinema juntamente com uma extraordinária banda sonora e uma interpretação excelente, o prodígio da cor e a excelência dos cenários criados, o que mais terá encantado quem o viu e que o levou a arrebatar os prémios mais ambicionados da sétima arte. Mas regressando aos dias de hoje e ao mundo que estamos a construir no presente dei comigo a pensar, já na parte final do filme em que Dave nos aparece absolutamente só numa sumptuosa divisão de uma casa situada algures num ponto distante do universo, se Kubrik não nos apresentou igualmente a visão do sistema actual em que vivemos onde apesar de rodeados de alguma gente nos encontramos muitas vezes sós perante a necessidade de dialogar com o outro ou de o entender ou de entender o que vai ser o dia de amanhã. Mas há mais: será que aquele monólito negro, o gigantesco paralelepípedo que a nave tinha a missão de investigar, não representa a nossa sede de conhecimento sempre a comandar os mais arrojados? E que isso mesmo nos conduz cada vez mais à solidão? Fica no entanto a imagem final de um feto de criança ainda em formação no seu óvulo viajando em direcção à Terra. É a esperança num novo Homem que acabará felizmente por acontecer. E então fiquei mais satisfeito.

A Economia para TóTós - O dinheiro

Uma história simples, para gente simples, como todos nós.
Mais uma vez recomendo: Um Homem das Cidades

Justiça à portuguesa!


O empresário Domingos Névoa (BragaParques) foi condenado por corrupção, a pagar uma multa de €5000, e Ricardo Sá Fernandes foi condenado a pagar €10000 por lhe ter chamado corruptor e vigarista.Como este último é advogado e o processo não tinha transitado em julgado, até é bem feito! Não acreditam? Leiam no Expresso.

CRÓNICAS - 4

O PORQUÊ DE TANTA VIOLÊNCIA

É natural que muitos de nós nos interroguemos sobre as razões do aumento da violência com que nos deparamos dia a dia. As notícias e os relatos são constantes. O que se passou no recente encontro de duas claques desportivas do Sporting e do Real Madrid, facto que se repete em muitos outros encontros e por todo o mundo é um exemplo dessa nova forma de confronto que tem vindo a aumentar. Mas temos a violência doméstica, a infantil, a política, a cultural e em todas elas nos parece que tendem a aumentar. É certo que hoje em dia a comunicação é tão rápida, relata-nos em muitos casos em directo ou muito ligeiramente em diferido os mais diversos casos de violência que algumas pessoas podem ter a ideia de que aí reside a noção do aumento. Mas penso que não. O ser humano tem dentro de si, desde o seu aparecimento à face da Terra, um determinado grau de agressividade que lhe foi conferido, segundo os investigadores, para sobreviver em meios hostis. E a violência passou a resultar de uma combinação entre factores externos e essa característica inata do Homem. Conhecemos a violência nas antigas civilizações, relatos de grande violência na própria Bíblia, lutas fratricidas entre facções religiosas ou políticas, uma enorme violência pairou sempre onde quer que a rivalidade ou a mais aparente diferença de ideias ou afeições despertasse instintos agressivos. Mas o que parece não termos a menor dúvida é de ela tem aumentado. Mas então porque será que felizmente existem pessoas que conseguem refrear tais instintos e outras não? Porque será que existe quem se sujeite ao sacrifício solidário pelo outro, por vezes mesmo pondo em risco a própria vida e outros não? Nos dias de hoje, infelizmente, são cada vez mais os casos e o número dos transgressores. E vem de novo ao de cima a ideia da culpa do sistema. Creio, ingenuamente creio, que a razão reside nas injustiças sociais por um lado, na desigualdade cada vez maior entre as diferentes classes, mas sobretudo na sociedade que estamos a criar. E a única forma de diminuir a violência é analisando-a nas diversas frentes e tentar pela educação dos mais jovens, que serão ou não os violentos de amanhã, que aprendam a respeitar o seu semelhante. E para isso é necessário dar-lhes exemplos que não podem ser certamente os heróis dos filmes que passam na televisão ou no cinema. Segundo alguns analistas estas duas formas de difundir a violência também têm a sua influência. Mas, excluindo as psicopatias que podem revelar-se violentas mas detectáveis e mesmo algumas corrigidas, talvez que a educação para a cultura, a música, as actividades ao ar livre e o desporto onde a competição não represente nunca a lei do mais forte, numa palavra, a formação de uma mentalidade do amor inter-raças, inter-ímpares (e não só inter-pares como é hábito dizer-se), o acabar com desigualdades e injustiças e compreender as pequenas diferenças com um sentido humanista que as faça terminar num acto festivo, talvez isto e mais alguma coisa que é despertar o lado bom que também é intrínseco ao Homem, possam ajudar a diminuir a violência. Fornecer às crianças e aos jovens o exemplo que tem de partir dos Pais, dos chefes e presidentes disto e daquilo, porque não dos próprios governantes que em nosso nome colocamos mais alto, pode parecer utópico mas não é impossível.

O perigo da história única

 Sempre me insurgi contra afirmações do tipo: os portugueses são... os brasileiros são....
Todos temos na cabeça estereótipos sobre povos, países, culturas, religiões que se propagam como a única visão que conhecemos deles. Histórias únicas que se colam às pessoas e às sociedades.
Pela voz da escritora nigeriana Chimamanda Adichie podemos apreciar um testemunho dos perigos de tais atitudes.



Escolha a legendagem em português, se não domina o inglês. Clic em View subtitles

Faltou o petróleo? Vai a remos!

Um luso-sueco e mais cinco malucos aventureiros, fizeram a travessia do Atlântico, a remar. A proeza não é única na história da navegação. O brasileiro Amyr Klink fez o mesmo, mas solitário. De qualquer modo, é obra. Leia na Visão.

Combustível: água



Um cientista químico do MIT, Dan Nocera, afirma ter desenvolvido um processo de fotossíntese artificial que decompõe a água nos seus elementos; Oxigénio e Hidrogénio. Por acção da luz, a vulgar e abundante água, mesmo a do mar, converte-se num poderoso combustível. Parece bom demais para ser verdade, mas no MIT, não se brinca. Aqui fica o artigo da Scientific American.