O que diz Bjørn Lomborg


 Lomborg defende que há problemas mais graves no mundo do que as alterações climáticas, como a fome e as doenças infecciosas

 É incrivelmente ingénuo dizer que, com o Acordo de Copenhaga, todos esses problemas poderão também ser resolvidos. Se gastarmos dinheiro em medidas de adaptação às alterações climáticas, que é o que está em discussão na cimeira, estaremos essencialmente a ajudar pessoas que serão afectadas por inundações dentro de 50 ou 100 anos. Mas há muita gente que já está a ser afectada por inundações hoje. Queremos ajudar pessoas que poderão ficar ameaçadas pela fome dentro de anos quando já há 1000 milhões de pessoas com fome agora. Os piores cenários do Relatório Stern calculam que mais 28 milhões de pessoas venham a ser atingidas pela fome até ao fim do século se nada for feito para combater o aquecimento global. Mas não queremos ajudar 1000 milhões de pessoas agora? E o dinheiro usado para salvar uma pessoa da fome no futuro daria, por exemplo, para salvar 5000 pessoas da malária agora.

Entrevista ao Expresso

O Presidente discursou, citou uma frase… Mas podia ter escolhido mais.

Na cerimónia inaugural das comemorações do 5 de Outubro que se realizou hoje no Porto, no dia que recorda a célebre Revolta de 31 de Janeiro de 1891 naquela cidade antes da proclamação da República, o Presidente Cavaco Silva ao usar da palavra, a fim de declarar oficialmente abertas as Comemorações do Centenário da República e a propósito (dizia ele) do que considera ser a "virtude da política democrática que reside na aptidão para, partindo da divergência, mobilizar e criar unidade", citou Guerra Junqueiro afirmando: Bem o entendeu um dos primeiros republicanos, Guerra Junqueiro, quando definiu como projecto “não uma república doutrinária, mas uma larga, franca, nacional, onde caibam todos.”
Mas no seu Livro “A Pátria”, publicado em 1896, Guerra Junqueiro escreveu algo que lembra muito do que actualmente se passa. E o Presidente não reparou nisso ou talvez pensasse que não era o momento ou simplesmente não teve a coragem de o citar ou …
Vale a pena ler aqui:

Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;
(…)
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro comoduas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.


Guerra Junqueiro, 1896.

Davos 2010 - A economia mundial em discussão

 

 A malta da massa, com os economistas que dela tratam, tem estado reunidos em Davos, a tratar da nossa vida.

World Economic Forum Annual Meeting 2010

 Por aqui passa mais o nosso futuro do que pelo orçamento de estado mas, no entanto, a comunicação social tem sido quase indiferente ao facto.

Ver aqui um resumo dos trabalhos. 

Filhos...


Ela pediu-lhe um filho. Ele disse que ia pensar. Não pensou, e hoje o filho não lhe sai da cabeça.


Haiti



 A vida humana não tem o mesmo valor em todo o lado

Enquanto Washington gasta US$1.000 mil milhões em guerras alegadamente para combater a ameaça do terrorismo, os pobres do Haiti – cuja economia é avaliada em US$7 mil milhões – mostram-nos uma sóbria perspectiva do que é uma ameaça real. Vivemos num mundo físico onde inundações, tsunamis e terramotos acontecem. Estes desastres ceifam muito mais vidas do que as ameaças que obcecam os EUA e com as quais gastam muito mais dinheiro. Pode imaginar quantas vivas poderiam ter sido salvas no terramoto do Haiti se uma fracção do dinheiro dissipado em guerras fúteis houvesse sido dirigida ao desenvolvimento económico e social daquele país?


Naturalmente, a moral e a lógica sensata desta ideia não se aplica num mundo ditado pela política externa de Washington. Isto é assim devido aos imperativos e à lógica do capitalismo conduzido pelos EUA, o qual exige que países como o Haiti sejam mantidos num estado de pobreza em prol do lucro corporativo e que exige a fixação de ameaças ilusório para encobrir a sua necessidade de controlar recursos geopolíticos (principalmente energia). Esta é a face verdadeira do sistema económico que Washington e seus aliados impõem ao mundo. E o Haiti arrancou a máscara desta cara feia.

Citado de Resistir e original em Global Research

Agostinho da Silva


Que saudade da clarividência singela do Mestre Agostinho. Devia haver mais pensadores assim, mas é quase impossível que se encontrem, nos dias de hoje.







 Entrevista de Herman José a Agostinho da Silva, em 3 partes.

Morte lenta da economia

Numa profusão de debates, palpites, planos inclinados e mensagens presidenciais surgem mais  alarmes; um  vindo de fora, da agência de rating Moody's e outra cá de dentro vindo do Banco de Portugal.
Ambos auguram um futuro próximo para o país que nos deixa ainda mais preocupados. Uma morte lenta.
Na última edição do Expresso da Meia Noite da SIC Notícias, um painel de conceituados economistas e professores dá uma imagem do problema, muito esclarecida e realista.

Expresso da Meia Noite de 18-01-2010



Para aliviar recomendo O Indesmentível

OS MÉDICOS QUE SE CUIDEM - II

A minha preocupação com os médicos e a sua profissão que parece estar em vias de extinção, sobretudo os de clínica geral, leva-me a vir de novo chamar a atenção para o que já aqui deixei em tempos sobre o assunto.Continuo de facto a estar preocupado com os médicos. O que irão eles fazer quando continuamos a assistir diariamente, sobretudo nas estações de Televisão – e não só – a receitas milagrosas para determinadas doenças que atingem grande percentagem da população portuguesa. Eu já nem me refiro aos diversos e volumosos livros sobre a medicina alternativa à base de plantas medicinais, nomeadamente chás, frutos e legumes, que como sabemos possuem em determinada percentagem os elementos activos que estão hoje em dia na base dos produtos farmacêuticos que os possuem obtidos sinteticamente. Ressalve-se apesar de tudo que é sempre difícil administrar a dosagem exacta de ácido salicílico, principal constituinte da aspirina, numa folha de salgueiro. Mas não é por aí que as coisas se complicam hoje em dia. É que os próprios produtos farmacêuticos que se vendem na Farmácias são insistentemente anunciados para a cura em pouco dias de uma gripe (anunciam pelo menos 2), de uma tosse com expectoração, do “terrível” herpes labial (já contei pelo menos 3 diferentes), reumático, insónias, anemias, disfunção eréctil e por aí fora. E até voltou de novo a aparecer com insistência (bom para ele é claro)um conhecido cantor muito popular que diz que tomando um determinado iogurte todos os dias cura o colesterol em 3 semanas. O mesmo aliás já foi anunciado em tempos, como na anterior mensagem tinha referido, por um dos nossos mais distintos actores. Parece que entretanto sentiu o disparate que estava a fazer com aquele anúncio numa esplanada de Cascais onde creio que vive. Ora o colesterol mata e devemos fazer análises e ir ao médico. Mas para quê. Se fulano, que até já teve doenças de coração, nos afiança que tomando aquilo damos cabo do colesterol em 3 semanas? Nem há que hesitar. É muito mais cómodo e económico. Também a Rádio está a ser veículo de curas milagrosas. Numa das nossas estações de grande audiência, ouvi hoje no espaço de alguns minutos anunciar um determinado dispositivo que curava não uma mas duas doenças completamente diferentes. Aquilo era a cura certa para toda a espécie de dores e novamente para o colesterol. E para além do brasileiro (porque será que os brasileiros andam sempre metidos nisto? Ainda há quem duvide que foi a força deles que conseguiu que fosse aprovado o novo acordo ortográfico que nos faz escrever à brasileiro o nome da nossa tartaruga dos rios que até agora chamávamos de "cágado"!) Bem mas era um brasileiro que fazia o anúncio daquele aparelho milagroso e era entrevistado um senhor chamado Edmundo (este português de facto) que garantia os bons efeitos que esse aparelho tinha conseguido nele e por acaso também na mulher que sofria há imenso tempo das mais variadas dores disto e daquilo e que não passavam com as receitas dos médicos. Com o tal dispositivo que naturalmente não vou referir aqui o nome era um descanso lá em casa. E ainda se diz por aí que há falta de médicos. Por este andar, em breve eles deixarão de ver doentes. As receitas estão na Rádio e na Televisão. Que mais estará para acontecer neste mundo louco em que vivemos?

Realidade aumentada - 6º sentido

Em breve estaremos a conviver com objectos virtuais tal como o fazemos hoje com os reais. Chama-se a essa tecnologia, Realidade Aumentada.

Na SIC Notícias, Falar Global, pode saber quase tudo sobre essa modernidade tecnológica



E mais aqui...

Outsourcing, parcerias público-privadas e liberalismo




Ainda encontro muita  gente culta e conhecedora que nega que a guerra actual é um lucrativo negócio. A indústria militar privada  e seus obscuros interesses são ignorados por esses cépticos adeptos do liberalismo económico.
A verdade é que cada vez mais os grandes aparelhos militares dos USA, Austrália, Canadá e Europa recorrem a fornecimentos de biliões de dólares em armamento e munições mas também aos mais variados serviços de terceiros privados (outsourcing).
Esta situação está bem documentada por Allison Stanger, autora do livro One Nation Under Contract e recomendamos uma entrevista por ela concedida à revista brasileira Época (Globo)
Para além do problema moral que se levanta, surge ainda a dificuldade em controlar estas parcerias e preservar os interesses dum país face à ganância dessas empresas, plenamente justificada pelos liberais.

É a gripe, suínos!




O surto de gripe suína era uma "falsa pandemia" movida por empresas de medicamentos que fizeram bilhões de libras através do pânico em todo o mundo, alegou um importante especialista europeu em saúde.

Wolfgang Wodarg, chefe de saúde do Conselho da Europa, acusou os fabricantes de medicamentos e vacinas da gripe de influenciar a decisão da Organização Mundial de Saúde de declarar uma pandemia.

Isto levou a que as empresas farmacêuticas assegurassem "enormes lucros", enquanto os países, incluindo o Reino Unido, "desperdiçaram" seus parcos orçamentos da saúde com milhões que estão sendo vacinados contra uma doença relativamente branda.

A resolução proposta pelo Dr. Wodarg pedindo uma investigação sobre o papel das empresas de droga foi aprovada pelo Conselho da Europa, o "senado" baseado em Estrasburgo que é responsável pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Um debate de urgência sobre a questão será realizado ainda este mês.
As afirmações do Dr. Wodarg emergem no mesmo momento em que o governo britânico está tentando desesperadamente se livrar de 1 bilhão de libras em vacina da gripe suína, encomendadas na época do pânico.

O Departamento de Saúde britânico alertou que poderia haver até 65.000 mortes por causa da gripe suína, criou uma linha telefônica e site especial para aconselhamento, suspendeu as regras normais para drogas anti-gripe para que pudessem ser dadas sem receita médica e aconselhou às autoridades locais para se prepararem para uma pandemia grave.

Planejadores foram orientados a prepararem os necrotérios para uma grande número de mortes e houve alertas de que o Exército poderia ser chamado para evitar tumultos enquanto a população lutasse para obter drogas.

Mas com menos de 5.000 pessoas na Inglaterra contraindo a doença até a semana passada e apenas 251 mortes no total, Dr. Wodarg definiu o surto do H1N1 como "um dos maiores escândalos médicos do século".

Ele afirmou: "O que tivemos foi uma gripe leve - e uma falsa pandemia."

Ele acrescentou que as sementes do pânico foram semeadas cinco anos atrás, quando se temia que o vírus mais letal da gripe aviária poderia se transformar em uma forma humana.

O "clima de pânico" levou os governos a estocar o remédio anti-gripe Tamiflu e criando "contratos adormecido" para milhões de doses de vacina. Dr Wodarg afirmou: "Os governos fecharam contratos com produtores de vacinas onde assegurariam as encomendas com antecedência e tomariam para si quase toda a responsabilidade. Desta forma, os produtores de vacinas teriam a certeza de enormes lucros sem qualquer risco financeiro. Então, eles só esperariam até que a OMS declarasse a "pandemia" e ativassem os contratos."

Ele também afirma que para continuar a avançar os seus interesses, as principais fabricantes de medicamentos colocaram 'seu pessoal' nas "engrenagens" da OMS e outras organizações influentes. Ele acrescentou ainda que sua influência poderia ter conduzido a OMS a suavizar a sua definição de pandemia - levando à declaração de um surto mundial em junho passado.

Dr Wodarg disse: "A fim de promover os seus medicamentos patenteados e de vacinas contra a gripe, as empresas farmacêuticas influenciaram os cientistas e os órgãos oficiais, responsáveis pelas normas de saúde pública, para alardear os governos pelo mundo inteiro.

"Eles nos fizeram esbanjar parcos recursos de saúde para estratégias de vacina ineficientes e que milhões de pessoas saudáveis fossem expostas desnecessariamente ao risco dos efeitos colaterais desconhecidos de vacinas insuficientemente testadas.

Ele não dá os nomes de ingleses com os conflitos de interesse.

Mas no ano passado, o Daily Mail revelou que Sir Roy Anderson, um cientista que aconselha o Governo sobre a gripe suína, também possui um salário de 116.000 libras por ano no conselho da GlaxoSmithKline (GSK).
A GSK produz drogas e vacinas anti-gripe e deve ser uma das maiores beneficiárias da pandemia.

O Departamento de Saúde britânico afirmou que embora a doença pareça estar em declínio, não descarta uma terceira onda, e insiste que todos as pessoas que podem receber a vacina que o façam.

O professor David Salisbury, chefe de imunização do governo britânico, disse que não havia "nenhuma razão" para as alegações do Dr Wodarg, dizendo que as pessoas com conflitos de interesse foram mantidas fora do processo decisório.

Um porta-voz da GSK declarou: "Alegações de influência indevida são equivocadas e infundadas. A OMS declarou que o vírus H1N1 preenchiam os critérios para uma pandemia. Como a OMS afirmou, regulamentos legais e inúmeras salvaguardas existem para evitar eventuais conflitos de interesse. "

A empresa, que ainda emprega Sir Roy, disse que ele tinha declarado os seus interesses comerciais e não tinha qualquer participação em reuniões relacionadas com a compra de drogas ou vacina para o Governo ou GSK.

Globalização

Parece que as queixas de cá são as mesmas em quase todo o mundo dos países ricos.
Não resisti a publicar um texto que recebi de uma cidadã americana. Sem tradução; acho que será acessível a quem tenha um conhecimento  de inglês técnico, como o nosso 1º.




This is too true to be funny.


The next time you hear a politician use the
Word 'billion' in a casual manner, think about
Whether you want the 'politicians' spending
YOUR tax money.


A billion is a difficult number to comprehend,
But one advertising agency did a good job of
Putting that figure into some perspective in
One of it's releases.


A.
A billion seconds ago it was 1959.


B.
A billion minutes ago Jesus was alive.


C.
A billion hours ago our ancestors were
Living in the Stone Age.


D.
A billion days ago no-one walked on the earth on two feet.


E.
A billion dollars ago was only
8 hours and 20 minutes,
At the rate our government
Is spending it.


While this thought is still fresh in our brain...
let's take a look at New Orleans ...
It's amazing what you can learn with some simple division.


Louisiana Senator,
Mary Landrieu (D)
Is presently asking Congress for
250 BILLION DOLLARS
To rebuild New Orleans . Interesting number...
What does it mean?


A.
Well .. If you are one of the 484,674 residents of New Orleans
(every man, woman, and child)
You each get $516,528.


B.
Or... If you have one of the 188,251 homes in
New Orleans , your home gets $1,329,787.


C.
Or... If you are a family of four...
Your family gets $2,066,012.


Washington , D. C


HELLO!
Are all your calculators broken??


Building Permit Tax
CDL License Tax
Cigarette Tax
Corporate Income Tax
Dog License Tax
Federal Income Tax (Fed)
Federal Unemployment Tax (FU TA)
Fishing License Tax
Food License Tax
Fuel Permit Tax
Gasoline Tax
Hunting License Tax
Inheritance Tax
Inventory Tax
IRS Interest Charges (tax on top of tax)
IRS Penalties (tax on top of tax)
Liquor Tax
Luxury Tax
Marriage License Tax
Medicare Tax
Property Tax
Real Estate Tax
Service charge taxes
Social Security Tax
Road Usage Tax (Truckers)
Sales Taxes
Recreational Vehicle Tax
School Tax
State Income Tax
State Unemployment Tax (SUTA)
Telephone Federal Excise Tax
Telephone Federal Universal Service Fee Tax
Telephone Federal, State and Local Surcharge Tax
Telephone Minimum Usage Surcharge Tax
Telephone Recurring and Non-recurring Charges Tax
Telephone State and Local Tax
Telephone Usage Charge Tax
Utility Tax
Vehicle License Registration T ax
Vehicle Sales Tax
Watercraft Registration Tax
Well Permit Tax
Workers Compensation Tax
(And to think, we left British Rule to avoid so many taxes)


STILL THINK THIS IS FUNNY?


Not one of these taxes existed 100 years ago....
And our nation was the most prosperous in the world.


We had absolutely no national debt...
We had the largest middle class in the world...
And Mom stayed home to raise the kids.


What happened?
Can you spell 'politicians!'

What the heck happened?????



Queremos justiça!

 A minha relação com os tribunais é algo traumática. Como réu, num pequeno acidente de viação aos 20 anos, e, recentemente, como testemunha em dois outros casos, um de viação, com um morto e um ferido grave, e outro de um alegado roubo de uma embarcação num estaleiro, tiraram-me toda a confiança nos tribunais. Nos três casos que vivi, foram condenados a prisão, com pena suspensa, e a indemnização, os respectivos réus, sem que a acusação tivesse produzido prova. Os juízes condenaram por convicção pessoal sem factos provados. 
Surpresa? Nem por isso. Basta ver o último Plano Inclinado. SIC online.
Portugal não tem uma crise no direito substantivo. diz o advogado; pela minha experiência não posso concordar. Azar meu?

Pesca de arrasto - Destruindo um outro planeta

A pesca industrial de arrasto destroi um mundo que ainda está por conhecer e que pertence a toda a humanidade. As suas potencialidades, a todos os níveis, que começam agora a ser exploradas pela ciência, configuram-se como sendo um outro planeta que se encontra ao alcance do homem, mais que qualquer outro corpo celeste. No entanto, e para alimentar uma crescente população humana, a vida aí existente está a ser destruída, como em Pandora do filme Avatar.
Sigone Weaver dá voz a um documentário, realizado para a Greenpeace, que relata esta tragédia da década.



O mercado do carbono

Já todos ouvimos falar dos créditos de carbono mas será que entendemos do que se trata e que interesses giram em torno desse mercado.
Quase tudo o que queria saber sobre o assunto está aqui num documentário da BBC transmitido pela SIC Notícias (9 anos da melhor informação televisiva - parabéns)

Avatar - o filme

Em conclusão do que ficou dito aqui, reporto que fui ver o filme.
A história é mais um cliché da temática dos filmes de acção que saem de Hollywood. Uma mistura de Pocahontas (Disney) com Danças com Lobos (Kevin Costner) e o Último Samurai (Warner Bros).
Também neste, o herói é um soldado que vai combater um povo com uma cultura diferente da sua e que, por via de uma paixão com uma indígena, muda de campo, optando lutar contra os seus.
Sob a óptica de quem o mandou para a guerra, um traidor. Para os que consideram essa guerra uma injustiça e a luta pelos valores desse povo explorado e oprimido uma luta justa e nobre, um herói.
O drama  pode ser transposto para os conflitos que assolam o mundo  e, assim, conforme o nosso posicionamento face a eles, assim a nossa leitura. Os liberais pro USA/Capital/Direita (Fernando Gabriel) verão uma postura revolucionária e até pro-terrorista no filme de Cameron. Os que querem um mundo menos sujeito aos interesses do capitalismo e mais respeitador das culturas e interesses dos povos diferentes do modelo dito ocidental, acharão a história épico-lírica e odiarão o general que quer o trabalho feito e o terreno limpo das incómodas baratas (let's do our job!).
Mas não nos podemos esquecer que a história não é o mais importante do filme. O fundamental é o espectáculo. Foi para esse fim que o filme foi produzido; esmagar o espectador com as imagens de um mundo exótico e selvagem, na melhor tradição dos épicos de ficção científica (Ray Bradbury, Artur C. Clark, Cliford Simak, Isaac Asimov) e que, com as modernas tecnicas de animação digital tornam possível o sonho.
Não vi o filme em 3D (na minha área de residência não está disponível) mas fiquei maravilhado com a floresta de Pandora, com formas tiradas do mundo submerso, que bem conheço, e míticos dragões voadores convivendo com ferozes predadores de inspiração jurássica. Um sonho tornado real.
Para quem ainda não entendeu que o cinema também é isto, e não só teatro filmado ou literatura audiovisual, parece supérfluo mas, preferências à parte, trata-se de uma obra audiovisual de estética onírica e surreal. Imagino o mestre Lima de Freitas e as sua pintura que deu vida a tantas capas da colecção Argonauta.

A escola que faz falta

Tenho-me mantido calado na polémica sobre a escola pública ou privada. Não quero que os professores de quem sou amigo, se zanguem comigo...
Aqui deixo a opinião de alguém com mais autoridade e notoriedade.

Ouro do Congo

Luxo para uns, miséria para outros. Pobres dos povos africanos que tem riqueza mineral nos seus solos.
Uma reportagem corajosa da CBS News, 60 Minutos na SIC Notícias, a única estação de TV por cabo que cumpre o serviço público informativo.

Ano Novo, Vida Nova

O que muda em 2010...

O Comandante falou ao povo


No navio maravilha, que foi apresentado ao povo em três campanhas eleitorais de 2009, ninguém se atreveu a informar que a falência era um cenário provável. PR, partidos, comentadores (opinion makers), economistas e outros políticos e académicos assistiram calados à discussão de tudo o que não interessava mas que era do interesse de quem queria votos.
O país votou sem saber que este navio estava a meter água e quais as medidas que o comandante e demais tripulação, a eleger, pensavam tomar para tapar os rombos e que rumo iria tomar.
Pouco tempo era volvido após a largada, eis que um notável antigo ministro, desatou aos gritos, clamando aquilo que já se suspeitava; temos água pela cintura. Muitos ainda levantaram a voz para acalmar a malta e evitar o pânico, acusando o velho marinheiro de ser pessimista. Mas a notícia depressa se espalhou e os optimistas de outrora começaram a  bradar aquilo que por certo já sabiam; a continuar assim vamos ao fundo!
Agora o comandante, que pouco manda, vem, solenemente, e desta vez claramente, desfazer todas as dúvidas. Vamos naufragar! Mas acrescenta o que a todos parece óbvio. É necessário o esforço conjugado de toda a tripulação e passageiros. Temos aí o primeiro problema; esforço conjugado exige saber o que fazer e vontade para tal. Mais uma vez a solução escolhida será interrogar a malta com água pelos calções: quem querem que vos comande?
Mayday, mayday! Salve-se quem puder!



Mensagem de Ano Novo, aqui
Discurso na tomada de posse do Governo, aqui