Why?

Annie Lennox



"Why"


How many times do I have to try to tell you
That I'm sorry for the things I've done
But when I start to try to tell you
That's when you have to tell me
Hey... this kind of trouble's only just begun
I tell myself too many times
Why don't you ever learn to keep your big mouth shut
That's why it hurts so bad to hear the words
That keep on falling from your mouth
Falling from your mouth
Falling from your mouth
Tell me...
Why
Why


I may be mad
I may be blind
I may be viciously unkind
But I can still read what you're thinking
And I've heard is said too many times
That you'd be better off
Besides...
Why can't you see this boat is sinking
(this boat is sinking this boat is sinking)
Let's go down to the water's edg
And we can cast away those doubts
Some things are better left unsai
But they still turn me inside out
Turning inside out turning inside out
Tell me...
Why
Tell me...
Why


This is the book I never read
These are the words I never said
This is the path I'll never tread
These are the dreams I'll dream instead
This is the joy that's seldom spread
These are the tears...
The tears we shed
This is the fear
This is the dread
These are the contents of my head
And these are the years that we have spent
And this is what they represent
And this is how I feel
Do you know how I feel ?
'cause i don't think you know how I feel
I don't think you know what I feel
I don't think you know what I feel
You don't know what I feel

ANO INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE-1

O ano de 2010 foi declarado pela Organização das Nações Unidas o Ano Internacional da Biodiversidade. Diversos eventos estão programados em vários pontos do Globo, assim como acções de sensibilização, para este importante acontecimento. Decidi que tinha a obrigação de estar aqui, sempre que os meus afazeres profissionais mo permitirem, chamando a atenção para a importância da Biodiversidade para aqueles (e tenho esperanças de que sejam poucos) que por diversas razões possam estar mais desatentos da urgência em tomarmos consciência desta problemática. Esta é a primeira contribuição a que penso juntar mais algumas no futuro se me sentir encorajado a fazê-lo.

BIODIVERSIDADE – O FUTURO ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS

Este vídeo que hoje apresento mostra-nos apenas uma pequena colecção da enorme diversidade de espécies (animais ou plantas) que ainda existem no nosso planeta. Por todas as razões e pelo conhecimento actual das mudanças climáticas que estamos a viver, torna-se ainda mais urgente e imperativo do que o seria a umas décadas atrás que todos façamos alguma coisa para preservar a biodiversidade actual. A Biodiversidade é vida. O problema do modo como funciona ainda tem muito para ser conhecido na sua totalidade, se é que alguma vez se consiga alcançar a totalidade da sua compreensão. Mas muito embora a ciência continue a tentar decifrar a intricada dinâmica do sistema não é uma desculpa para que cada um de nós não tente fazer o que está ao seu alcance para ajudar a resolvê-lo.
Na abertura do vídeo encontra-se um texto escrito por Albert Einstein que aqui reproduzimos na tradução que dele fizemos.

O Ser Humano faz parte de um todo, a que nós chamamos Universo, sendo este também uma parte limitada no tempo e no espaço. O Ser Humano considerou-se e si próprio, aos seus pensamentos e sentimentos, como uma parte separada de todo o resto. Esta ilusão é uma espécie de prisão para nós, restringindo-nos nos nossos desejos pessoais e afectivos a um pequeno grupo de pessoas que vivem na nossa proximidade. Mas a nossa tarefa mais urgente devia ser libertarmo-nos dessa prisão e alargarmos os nossos círculos de amizade, ajuda e compreensão, abraçando e envolvendo num mesmo elo todas as criaturas vivas e toda a Natureza na imensidade da sua beleza.
- Albert Einstein.

Depois... depois é admirar a beleza que ainda temos no espaço que nos rodeia, mais perto ou mais longe conforme o lugar onde nos encontrarmos. Uma coisa é certa, sem essa biodiversidade a nossa Vida não será possível. Como muitas vezes escrevi ao longo da minha vida profissional na divulgação das questões ligadas ao ambiente e à Natureza, esta Terra que habitamos não é nossa. Recebemo-la por empréstimo dos nos avós e temos de conservá-la para os nossos netos.
E no final do vídeo, assim como a própria canção que o acompanha, aparece de facto a frase a fixar:
"O Futuro está nas nossas mãos"

Negar! Negar sempre!

Tal como lá...
Negar sempre


.... também por cá...

Fernando Nobre - A candidatura


Para os cínicos, que infestam esta sociedade, será visto como um acto quixotesco, para mim é uma demonstração de coragem e cidadania.


Blogue de Fernando Nobre

Matar-se a trabalhar...



 

"Um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal"


Nos últimos anos, três ferramentas de gestão estiveram na base de uma transformação radical da maneira como trabalhamos: a avaliação individual do desempenho, a exigência de “qualidade total” e o "outsourcing". O fenómeno gerou doenças mentais ligadas ao trabalho.

Christophe Dejours, especialista na matéria, desmonta a espiral de solidão e de desespero que pode levar ao suicídio.

Psiquiatra, psicanalista e professor no Conservatoire National des Arts et Métiers, em Paris, Christophe Dejours dirige ali o Laboratório de Psicologia do Trabalho e da Acção – uma das rarasequipas no mundo que estuda a relação entre trabalho e doença mental. Esteve há dias em Lisboa, onde, de gravata amarela, cabeleira “à Beethoven” e olhos risonhos a espreitar por detrás depequenos óculos de massa redondos, falou do sofrimento no trabalho. Não apenas do sofrimento enquanto gerador de patologias mentais ou de esgotamentos, mas sobretudo enquanto base para a realização pessoal. Não há “trabalho vivo” sem sofrimento, sem afecto, sem envolvimento pessoal, explicou. É o sofrimento que mobiliza a inteligência e guia a intuição no trabalho, que permite chegar à solução que se procura.

Claro que no outro extremo da escala, nas condições de injustiça ou de assédio que hoje em dia se vivem por vezes nas empresas, há um tipo de sofrimento no trabalho que conduz ao isolamento, ao desespero, à depressão.
No seu último livro, publicado há uns meses em França e intitulado "Suicide et Travail: Que Faire? ", Dejours aborda especificamente a questão do suicídio no trabalho, que se tornou muito mediática com a vaga de suicídios que se verificou recentemente na France Télécom.

Depois da conferência, o médico e cientista falou com o P2 sobre as causas laborais desses gestos extremos, trágicos e irreversíveis. Mais geralmente, explicou-nos como a destruição pelos gestores dos elos sociais no trabalho nos fragiliza a todos perante a doença mental.


Ler entrevista completa no Público

Rosa dos Ventos



Não foi por acaso que o meu sangue que veio do Sul
se cruzou com o meu sangue que veio do Norte.
Não foi por acaso que o meu sangue que veio do Oriente
se cruzou com o meu sangue que veio do Ocidente.
Não foi por acaso nada de quem sou agora.
Em mim se cruzaram finalmente todos os lados da terra.
A Natureza e o Tempo me valeram: séculos e séculos
ansiosos por este resultado um dia
e até hoje fui sempre futuro.
Faço hoje a cidade do Antigo
e agora nasço novo como ao Princípio:
foi a Natureza que me guardou a semente
apesar das épocas e gerações.
Cheguei ao fim do fio da continuidade
e agora sou o que até ao fim fui desejo:
o Centro do Mundo já não é o meio da terra
vai por onde anda a Rosa dos Ventos
vai por onde ela vai
anda por onde ela anda.
Agora chego a cada instante pela primeira vez à vida
já não sou um caso pessoal
mas sim a própria pessoa.

(José de Almada Negreiros)

Em memória de mais umas horas de qualidade com um amigo: Rui Couto e a sua pintura

Carros eléctricos podem aumentar emissões de CO2



 Este assunto já foi tratado aqui.
Um relatório, da autoria da consultora holandesa CE Delft, é publicado na véspera da reunião informal dos ministros da Indústria da União Europeia veio pôr o dedo na ferida.

A circulação de carros eléctricos pode provocar um aumento das emissões de dióxido de carbono (CO2), a menos que estes veículos sejam abastecidos com energia “verde”, refere um relatório hoje divulgado pela Quercus.
As conclusões do estudo, apresentadas em Bruxelas, levaram as organizações ambientalistas que o divulgaram a “apelar ao estabelecimento de metas de energias renováveis na produção de electricidade que assegurem que os veículos eléctricos terão mesmo emissões zero”.

Ler notícia no Publico

Obama contra o défice

  A discussão parece familiar. Falamos de défice orçamental, também ele uma dor de cabeça para Barack Obama, que esta manhã apresentou o Orçamento do Estado para 2011


Ler no Expresso online

Alterações Climáticas - Entretanto a Índia...

O governo indiano vai criar um organismo próprio para as alterações climáticas porque "não pode depender apenas do painel da ONU"

Os glaciares dos Himalaias estão no centro das divergências entre o ministro do Ambiente da Índia e Rajendra Pachauri, presidente do IPCC 

 Ler no Expresso

 

Mudança climática. Porquê alguns parecem não entender?


Para muitos, a vaga de frio que se fez sentir no hemisfério norte este inverno, parece contradizer o aquecimento global que os centros de ciência climática tem vindo a divulgar.
Aqui fica mais uma contribuição publicada pelo MetOffice, da qual destaco alguns excertos. 


Dr Richard Betts

Head of Climate Impacts
Climate scientists need to take more responsibility about how their work is presented to the public, says Dr Richard Betts. It is vital in order to explain why a single weather event cannot be used to determine whether global warming is happening.

The usual stuff, leading to the usual (somewhat nerdy) discussion on the difference between weather and climate, which was then cut short when one of the children crashed their sledge and asked if we had got that on video to send to a TV show such as You’ve Been Framed.
Of course, we are seeing the same comments in some parts of the press, blogs and social media networks such as Twitter, from those who jump on any bit of cold weather to say it proves that global warming is not happening and we’re all a bunch of idiots (or worse).

No matter how many times we say that ‘global warming’ means a rise of average temperature across the world, decade-by-decade, and not every year being consistently warmer than the last in every place on Earth, there are still those that get this mixed up.

Yes, we have had the coldest December in the UK for 14 years and now we are having a big freeze in early January; but the UK covers less than half of one thousandth of the Earth’s surface.
Last year was actually the fifth warmest year on record as far as global temperatures were concerned.
The four warmest years were, in ascending order, 2002, 2003, 2005 and 1998. The last decade was the warmest on record, followed by the 1990s and then the 1980s — so the world is definitely warming up.


Climate sceptics accuse climate scientists of exaggerating the evidence for human-caused climate change in order to secure their own funding; but actually I think that any vested interests in ‘talking up’ the problem lie elsewhere.

‘Talking up’ the problem then gives easy ammunition to those who wish to discredit the science. They do not care whether the wrong information came from the scientists or from a second-hand source, they just say (quite rightly) that it’s wrong and, therefore, why should they trust other parts of the science.
Climate scientists need to take more responsibility for the communication of their work to avoid this kind of thing. Even if scientists themselves are not blaming everything on climate change, it still reflects badly on us if others do this. We cannot simply say it is everyone else’s fault; we need to be very clear about what can be used as evidence for, or against, climate change.



Artigo completo

Um negócio doce...


 O Loby do Açúcar é um dos mais poderosos, rivalizando com o da indústria farmacêutica. Nos EUA, em que a percentagem de obesos é muito elevada, fruto de maus hábitos alimentares em que o excesso de açúcar, quer nos refrigerantes, quer nos mais variados alimentos que o americano consome desde tenra idade, o problema reveste-se da mais perigosa ameaça à saúde pública. No resto do mundo dito ocidental o problema, embora menos grave nalguns países, tem uma dimensão igualmente preocupante.
A par com o excesso de gorduras animais na alimentação, o açúcar requer uma drástica redução da sua presença numa alimentação saudável.
Nesse sentido a Organização Mundial de Saúde tem vindo a produzir relatórios, com base em inúmeros estudos, analisando e aconselhando medidas para reduzir o problema.
Em 2003, a Indústria do Açúcar nos EUA, conhecendo antecipadamente o relatório a publicar, em que se aconselha uma taxa diária de 10% de energia proveniente do açúcar adicionado, reagiu pressionando o Congresso no sentido de ameaçar a WHO de quebra de financiamento, se essa taxa não fosse aumentada para 25%.

In a letter to Gro Harlem Brundtland, the WHO's director general, the Sugar Association says it will "exercise every avenue available to expose the dubious nature" of the WHO's report on diet and nutrition, including challenging its $406m (£260m) funding from the US. 


The association  , together with six other big food industry groups, has also written to the US health secretary, Tommy Thompson, asking him to use his influence to get the WHO report withdrawn. The coalition includes the US Council for International Business, comprising more than 300 companies, including Coca-Cola and Pepsico.


Artigo in Guardian 2003

O Relatório acabou por ser publicado sem alteração dessa taxa de 10%