COMO O VITOR RETRIBUI O QUE O PAÍS LHE DEU

A propósito de um novo blog Tu(r)bo d’Escape lançado na Net pelo amigo Rui Beja aproveito aqui para o felicitar pela sua força por conseguir juntar mais esse espaço que agora aparece na Net aos restantes que já tem e alimenta, para além de todo o seu trabalho sempre orientado pela defesa da cultura, dos livros e dos valores que o tempo presente tenta destruir. Vozes como a dele são cada vez mais necessárias. A situação que estamos a viver é simplesmente vergonhosa e uma afronta às conquistas que tinhamos obtido e que todos nos diziam defender. Mas, como se nota, diziam mas mentiram. Mentiram-nos e continuam a fazê-lo. É preciso reagir e é isso que o meu amigo está a fazer. Também tenho tentado mas não tendo a sua força e juventude, ainda não colocara neste meu blog “Portudo e Pornada” uma referência ao sujeito aqui visado. Mas acabei de o fazer com a sua ajuda. O Sr. Vitor numa das suas “obras parlamentares” na Assembleia, disse a certa altura que (e recordo) “estou a retribuir ao país aquilo que o país pagou pela minha educação. O país gastou muito dinheiro durante décadas na minha educação”. Apetecia-me dizer, como certamente todos os portugueses, que se tratou de um erro grave que o país fez. Dinheiro muito mal gasto para assim estarmos dependentes das asneiras que ele faz. Melhor seria tê-lo deixado pelo caminho, sem atingir o doutoramento. O que também talvez não ocasionásse grande diferença pois outro lá está que nem precisou de frequentar as cadeiras do curso que obteve e até chegou a tirar algumas que não existiam. De facto como muito bem diz o amigo Rui Beja, ele é “Incapaz de perceber o que leu nos livros sobre economia”. Não percebeu nesses nem em nenhum dos outros que eventualmente lhe tenham passado pelas mãos. E estou plenamente de acordo consigo: “ é preferível um fim com horror do que um horror sem fim”. Temos de reagir com força a este ataque que os nossos governantes estão fazendo à nossa vida e à dos nossos filhos e netos, a todos os que vão sofrer os desvarios destes lacaios da Sra. Merkl e do grande capital. Há muitas formas de luta. Só é necessário que nos unamos. E teremos essa força. Bem haja Rui Beja com aquela que no seu blog nos transmite e aconselho quem nos lê aqui que carregue no respectivo link que se segue Tu(r)bo d'Escape

VIDENTE DESMASCARADA ***** TVI FICA MAL NO RETRATO



Tal como em Abril de 2010 escreveramos num pequeno artigo que podem ler mais abaixo, a suposta Médium Anne Germain utilizava procedimentos muito graves, indignos da sua presença nos ecrãs da TVI onde fazia crer aos seus convidados que comunicava com os espíritos dos respectivos familiares já falecidos, transmitindo-lhes falsas mensagens por eles enviadas. Os convidados, acreditando no que ouviam, comoviam-se, choravam e, a única coisa a que se pode realmente dar algum valor é que saiam dali muito felizes por lhes ter sido dito que todos os seus falecidos se sentiam muito bem por “lá”. Pois Anne Germain acaba de ver descoberto o seu jogo. Um funcionário da TeleCinco onde ela fazia um programa idêntico ao apresentado na TVI, “ Mas Allá de la Vita”, revelou que ela tinha uma equipa de profissionais que preparavam dossiers sobre a vida particular de cada um dos seus convidados, incluindo os mais marcantes, e que portanto estava a par de tudo o que acontecera com os seus familiares. Mais ainda, no que dizia respeito às pessoas escolhidas, no final das entrevistas, entre as que assistiam ao programa em directo, recebia num auricular como identificá-las, tendo-lhe sido fornecidos anteriormente alguns dados sobre as pessoas às quais se iria dirigir. Um mais que perfeito embuste que de facto lhe rendia a módica quantia de 15 mil Euros por emissão. Só no último ano terá acumulado, juntamente com a sua autobiografia, cerca de 1 milhão de Euros. E ainda mais impressionante é o facto de ganhar dinheiro à custa das emoções, por vezes dolorosas, que causava nos seus entrevistados para cada programa.

Fica-nos a dúvida sobre até que ponto a TVI sabia como eram preparadas as emissões com as quais desejava prender a audiência das pessoas crentes. De qualquer forma, uma simples pesquisa na Internet em Abril de 2010 bastaria para encontrar a explicação. Um médium, neste caso um homem, explicava num pequeno filme como fazia exactamente o mesmo que Anne Germain apresentava na TVI. Isso ou apenas ter a noção de que tais poderes espirituais não têm a mínima possibilidade de existir. Mas de vez em quando aparecem algumas pessoas mais espertas que resolvem explorar, em seu proveito económico – pois é essa a verdadeira intenção – as crenças que podem existir em gente de formação religiosa, merecedora do respeito de quem eventualmente as não tenha.

Depois da Vida é um novo programa da TVI. Com excepção de agnósticos e ateus, toda a gente sente uma atracção especial para saber o que irá acontecer depois da Vida ou melhor depois da morte. Mais uma vez somos convidados na Televisão a assistir a um (im)perfeito embuste que devia envergonhar os responsáveis, os protagonistas e sobretudo o principal convidado que se prestou a tal espectáculo: uma senhora Inglesa que se intitula Médium capaz de convocar todo e qualquer espírito que queira contactar quem desejar ser contactado e se preste a colaborar naquele espectáculo. Inteligente é de facto para conseguir este tipo de actuação e receber uns bons honorários. Posso admirar o seu modo simples e simpático de actuar. Admiro também a capacidade da apresentadora que estamos habituados a ouvir nos seus programas onde se conhecem as suas estridentes gargalhadas que cansam os mais pacientes. De facto apareceu ali com uma voz grave que habitualmente não usa certamente para melhor convencer o auditório da seriedade do que se estava a passar: tradução simultânea das frases transmitidas à Médium pelos espíritos convocados. Perfeita tradução diga-se. Não tenho o direito de criticar os crentes que trocaram os embustes da bola de cristal, das cartas, das pedras ou da mesa de pé de galo pelo mesmo serviço prestado por tão elegante senhora. Tais factos são de há muito atribuídos a discutíveis poderes de telepatia ou hipnotismo desses auto-intitulados médiuns, juntamente com dados sobre a vida pessoal dos entrevistados, que são obtidos pelos mais variados processos, e que desse modo conseguem convencer as pessoas mais susceptíveis. Mas mesmo assim há quem defenda e quem ataque. Verdade absoluta não existe. E então fica-se pelos poderes ocultos. Integrado num espaço de entretenimento ou com comentadores imparciais ainda podia aceitar-se tal programa mas espanta-me ter sido anunciando como um acontecimento ímpar, digno de ser visto num mundo culto. E espanta-me sobretudo que alguém (*) que afirma preservar a sua vida privada e que possui entre nós uma reconhecida notoriedade em diversos aspectos da vida cultural, social e até política (um autarca) se tenha prestado a ser o convidado especial neste espectáculo. Para quem, como ele, defende a verdade e confessou ir ali por curiosidade, não se entende a sua comoção. Deu o seu aval a algo que não está provado. A cultura portuguesa sofreu mais um golpe.

Gil Montalverne

* Referia-me então sem o dizer textualmente a Moita Flores.

Catastroika

Para quem tem tempo para saber o que se passa.... Tempo e paciência.